Enfermeiros param amanhã
A convocação, nos últimos dias de Fevereiro, de uma greve nacional de enfermeiros para 20 de Março (horários de manhã e tarde) levou a ministra da Saúde a marcar uma reunião com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses para dia 16, ao fim da tarde.
O SEP/CGTP-IN manteve a luta, porque «são velhos os problemas» que determinaram o seu agendamento, como se refere numa nota emitida no sábado, 14. Dos motivos para a realização da greve, o sindicato sublinha «a ausência de decisão política, que impõe uma inaceitável discriminação dos enfermeiros, comparativamente a todos os restantes grupos profissionais da área da saúde».
Está em causa «a resolução de todas as situações que decorrem da contabilização de pontos, incluindo o pagamento dos retroactivos desde Janeiro de 2018 até Dezembro de 2021». O SEP lembra que, em Janeiro deste ano, numa reunião com o sindicato, a ministra da Saúde «chamou a si a responsabilidade de fazer um levantamento (mais um) e reunir até final de Fevereiro». Não foi o que aconteceu.
Na nota de dia 14, a Direcção do SEP enumerou mais de uma dezena de situações, que representam graves prejuízos para milhares de profissionais.
Com a greve de amanhã, exige-se, nomeadamente, a resolução de todas as situações que decorrem da contabilização dos pontos (incluindo o pagamento dos retroactivos), a admissão de mais enfermeiros e o fim dos constrangimentos impostos pelo Governo, a contagem do tempo de serviço prestado em vínculo precário, a retirada do pacote laboral, o reforço do Serviço Nacional de Saúde.
IPSS no dia 26
Uma greve dos trabalhadores das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) foi convocada para 26 de Março, mantendo uma concentração e vigília, todo o dia, junto da sede da confederação patronal CNIS, no Porto.
A decisão foi tomada pelas organizações sindicais que integram a comissão negociadora do Contrato Colectivo de Trabalho (CESP, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS), depois de a CNIS ter declarado que recusa prosseguir as negociações, por ter chegado a acordo com estruturas da UGT, os menos representativos.
Nobre Alimentação
No dia 12, os trabalhadores da Nobre Alimentação, em Rio Maior, realizaram hoje a sua 27.ª greve, desde há mais de dois anos, pela negociação do Caderno Reivindicativo. Esta paralisação, como relatou o SINTAB, foi decidida porque uma reunião na DGERT (Ministério do Trabalho) terminou «sem conciliação, pois a administração da Nobre decidiu não fazer qualquer aumento este ano, nem se dignar ouvir as reivindicações».
Apesar das «constantes ameaças e coacção, da parte das chefias e da direcção» da empresa, «isso não demoveu os trabalhadores da luta por melhores salários e condições de trabalho e de vida». No próprio dia foi afirmada a determinação de continuar a luta, com nova greve, no dia 6 de Abril.
Amarsul
O SITE Sul revelou que, no dia 11, em plenário geral, os trabalhadores da Amarsul «analisaram a proposta de aumento salarial apresentada pela empresa e rejeitaram a mesma». De imediato, realizaram uma concentração, junto do edifício da administração, e decidiram fazer greve de duas horas por turno, durante duas semanas, pelo aumento do salário.




