Em greve
Com forte adesão, como disse a presidente do Sindicato dos Médicos do Norte, Joana Bordalo e Sá, os trabalhadores da Unidade Local de Saúde de Braga fizeram greve, dia 13, para exigirem estacionamento gratuito no hospital daquela cidade. «Quem trabalha no Hospital de Braga tem mesmo de levar o carro e suportar um custo anual de 612 euros», explicou a dirigente, citada pela agência Lusa. Condenou a injustiça que representa o facto de a administração não pagar estacionamento e notou que «25 por cento do lucro do parque reverte para a Administração Central do Sistema de Saúde».
A greve foi convocada também por outros sindicatos, como o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica.
À entrada do hospital realizou-se ainda uma concentração, na qual utentes se juntaram aos profissionais em greve. «Os utentes também têm custos elevados», num hospital onde o estacionamento é «dos mais caros do País», como disse Joana Bordalo e Sá.
Contra os constantes atrasos no pagamento de salários e por resolução dos problemas que estão na origem desse incumprimento, os trabalhadores da Associação para a Promoção do Desenvolvimento Juvenil (APDJ) fizeram greve, no dia 12, e reuniram-se, de manhã, junto às instalações desta, em Queluz, concentrando-se depois frente à Câmara Municipal de Sintra.
João Santos, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, disse à agência Lusa que, numa reunião com um assessor do presidente, foi assumido o compromisso de promover uma reunião de representantes do pessoal, do município e da APDJ. Esta IPSS assegura, em 15 escolas públicas, a Componente de Apoio à Família e as Actividades de Enriquecimento Curricular, com financiamento municipal e na base de protocolos que não são actualizados há 17 anos, como o sindicato assinalou.
Os enfermeiros da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa fizeram greve, no dia 12, com uma adesão que a Direcção Regional de Lisboa do SEP estimou em 65 por cento, em média, e que superou 75 por cento nas unidades de Telheiras, Alcoitão e Azeitão. Ao saudar a greve, o sindicato registou que ficou demonstrada «disponibilidade para continuar a lutar, entre outros aspectos, por obrigatoriedade da progressão, contagem de todo o tempo de serviço, integração de todos os enfermeiros especialistas na respectiva categoria e melhoria de direitos inscritos no Acordo de Empresa, nomeadamente o pagamento do trabalho realizado aos fins-de-semana».
Os enfermeiros da ULS Almada Seixal, com adesão superior a 80 por cento, fizeram greve no dia 10, perante a falta de perspectivas de resolução dos problemas colocados à administração pelo SEP. Trata-se, segundo a Direcção Regional de Setúbal do sindicato, de ilegalidades na avaliação de desempenho, dívida de retroactivos de progressões e da ex-ARSLVT, correcção de posições intermédias, férias, horas acumuladas em «bolsa» e admissão de enfermeiros.




