Propostas de Artes Visuais para Sines
No âmbito da programação cultural do concelho de Sines, o Centro de Artes de Sines1 vai apresentar duas exposições, uma de pintura e outra de fotografia, organizadas pela Câmara Municipal de Sines.
A exposição com o título “Elementos de Transição”, de Fernando Arriaga, apresenta os trabalhos da sua mais recente proposta artística em pintura e decorre até 7 de Abril. Segundo o texto da exposição, o percurso do artista «cruza pensamento e criação artística, agora apresentado em Sines através desta exposição.» A ainopse que acompanha a exposição revela-nos ainda parte da reflexão de Fernando Arriaga:
«Gosto de horizontes longos que esvaziam a mente e convocam apenas o olhar. É como se deixasse de existir e isso parece-me bem. Naquele dia tenho ideia de que alguma coisa se passou ali, mas não tenho a noção da intensidade. Há uma marca, mas ela não é absolutamente nítida. Eu estava sozinho. Colar coisas dá-me a sensação de que é possível impor uma ordem.
É difícil seguir um padrão. As coisas perdem-se na linearidade e tornam-se chatas.
O tempo corrói, a água molda, o homem questiona-se neste fluxo. Perde-se ou encontra-se.
Tudo se fragmenta.
Nada é.»
Fernando Arriaga nasceu em 1972, nas Meãs do Campo, Montemor-o-Velho. Estudou Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Atualmente, leciona na Escola Secundária Poeta Al Berto, em Sines.
No Centro de Artes de Sines vai também ser apresentada a exposição de fotografia “25 de Abril de 1974, Quinta-Feira”, da autoria de Alfredo Cunha, de 11 de Abril a 30 de Maio de 2026. Esta exposição, de um dos fotojornalistas portugueses mais conceituados, «reúne fotografias que registam momentos essenciais de uma longa caminhada marcada pelo compromisso com a luz, com a História e com os protagonistas de um tempo irrepetível da vida coletiva portuguesa», segundo o texto da organização. As imagens de Alfredo Cunha celebram a liberdade, preservam a memória de Salgueiro Maia e evocam o espírito do 25 de Abril de 1974, recordando os protagonistas daquele dia decisivo e transformador da história do nosso país, em que a população contrariando as indicações de segurança ocupou as ruas, apoiando os jovens soldados e forçando a revolução e a implementação efectiva das conquistas da revolução que permitiram alcançar a democracia em Portugal.
Alfredo Cunha, nasceu em 1953, em Celorico da Beira. Em 1970, iniciou a carreira profissional em fotografia publicitária e comercial; no ano seguinte, estreou-se como fotojornalista no jornal Notícias da Amadora. Colaborou com os jornais O Século e O Século Ilustrado, com a revista Vida Mundial, com a Agência Noticiosa Portuguesa – ANOP e com as agências Notícias de Portugal e Lusa. No jornal Público, foi editor fotográfico entre 1989 e 1997, e integrou o grupo Edipresse como fotógrafo e editor. Em 2000, começou a trabalhar na revista semanal Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa televisivo Por Outro Lado, da RTP2. Entre 2003 e 2009, foi fotógrafo e editor do Jornal de Notícias. De 2010 a 2012, foi director fotográfico da Agência Global Imagens.




