Sábado, 14, é dia de lutar pela paz
É já no próximo sábado, 14, a manifestação “Paz, soberania e solidariedade! Fim às ameaças e agressões dos EUA!”, marcada para as 15h00 em Lisboa e no Porto. É promovida por dezenas de organizações das mais variadas áreas de intervenção.
«Queremos a Paz! Não aceitamos a inevitabilidade da guerra!»
«É urgente defender a Paz! É urgente defender a soberania e os direitos dos povos! É urgente defender os princípios do direito internacional! É urgente a solidariedade! – causas fundamentais para salvaguardar o presente e o futuro da Humanidade.» Este é um trecho do apelo da manifestação – que em Lisboa unirá a Cidade Universitária a Sete Rios e no Porto a Praça da Batalha à Trindade. Lançada inicialmente por 14 organizações, são no momento já mais de 70 as que a convocam: estruturas sindicais, associações juvenis e estudantis, movimentos culturais, organizações de defesa da paz, da solidariedade e dos direitos.
Na base da convocatória estão as ameaças, a ingerência e as agressões dos EUA, com os seus aliados, contra países e povos: «Palestina, Venezuela, Cuba, Colômbia, México, Gronelândia, Líbano, Irão, Sara Ocidental, são, entre outros, exemplos dessa realidade», prossegue o Apelo. Nele lê-se ainda que a «situação dramática com que estão confrontadas milhões de pessoas vítimas da guerra, o risco de um conflito de grandes e trágicas proporções, comprovam a urgência de pôr fim à confrontação e à corrida armamentista e de abrir caminhos para o diálogo, para a solução política dos conflitos internacionais, para a Paz».
Na manifestação rejeitar-se-á o desvio de mais verbas para o militarismo e a guerra e a defesa da melhoria das condições de vida dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens, dos povos, com o aumento dos salários e pensões e o reforço dos serviços públicos (saúde, educação, segurança social, habitação), e a escalada armamentista, defendendo-se em contraposição o desarmamento geral, simultâneo e controlado e a abolição das armas nucleares.
O fim do genocídio do povo palestiniano e a concretização dos seus direitos nacionais; o fim da escalada de agressão, sanções, bloqueios e outras medidas coercivas contra a Venezuela, Cuba e outros países; o fim das guerras que se travam na Ucrânia, no Sudão e noutros países, pela Paz na Europa e no mundo, são outras das reivindicações, a par da rejeição do uso da força nas relações internacionais e do alinhamento do Governo português com a confrontação, o militarismo e a guerra.
Os promotores insistem ainda na necessidade de cumprir os princípios da Constituição da República Portuguesa, como o direito à autodeterminação dos povos, a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, a dissolução dos blocos político-militares ou o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, e de promover a solidariedade, cooperação e amizade entre os povos e a defesa do seu direito à Paz.
Entretanto, fruto da evolução dos acontecimentos, o CPPC acrescentou uma nova razão: a denúncia da submissão do Governo aos EUA e a exigência de que a Base das Lajes não seja utilizada na agressão contra outros povos.




