Manifestação por vida digna e direitos com igualdade
Milhares de mulheres são chamadas a sair à rua no próximo domingo, 8 de Março, para afirmar o direito a uma vida digna e a direitos com igualdade, numa manifestação nacional de mulheres promovida pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM), já confirmada em 19 localidades de norte a sul do País.
Dar visibilidade às reivindicações das mulheres
A iniciativa assinala o Dia Internacional da Mulher e pretende ser um forte momento de mobilização das mulheres face ao agravamento das desigualdades, à precariedade laboral, ao aumento do custo de vida e à degradação dos serviços públicos.
O MDM denuncia que baixos salários, vínculos precários e a persistência de discriminações e violências – da violência doméstica à exploração e à agressão no espaço público e digital – continuam a marcar a vida de muitas mulheres. A organização defende respostas públicas firmes, políticas de prevenção eficazes e mais meios para a protecção das vítimas.
A manifestação deste ano assume ainda um significado particular nas regiões afectadas pelo mau tempo. O movimento sublinha que, quando o Estado falha, são muitas vezes as mulheres que asseguram o apoio às famílias e às comunidades, exigindo por isso reconstrução célere, protecção do emprego e condições de vida dignas.
As iniciativas realizam-se no dia 7 de Março, em Portalegre (10h30, na Praça da República), e no dia 8 de Março em Aveiro (14h30, na av. Dr. Lourenço Peixinho – junto à Estação da CP), Beja (14h00, no largo de Santo Amaro), Braga (15h00, na praça da República), Bragança (15h00, na praça da Sé), Coimbra (14h30, na ponte de Sta. Clara – junto ao Estádio Universitário, praça 8 de Maio), Covilhã (15h30, pelourinho – Câmara Municipal), Évora (14h30, na praça do Giraldo), Faro (15h00, na rotunda do km 738 – av. Gulbenkian), Funchal (15h30, ponte Ribeira São João – estátua dos professores), Guarda (15h00, no jardim José de Lemos), Leiria (14h30, fonte luminosa), Lisboa (14h30, na praça dos Restauradores), Porto (14h30, na praça da Batalha), Santiago do Cacém (14h00, frente à Câmara Municipal), Torres Novas (14h30, no jardim Parque da Liberdade – rua Outeiro do Fogo), Viana do Castelo (14h00, na porta Mexia Galvão – antigos Paços do Concelho), Vila Real (15h00, na praça Luís de Camões) e Viseu (14h30, no largo de Santa Catarina).
Semana da Igualdade
Neste domingo, 8, termina a Semana da Igualdade, promovida pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH/CGTP-IN), que se iniciou na segunda-feira, 2 (ver pág. 6). A iniciativa pretende percorrer 26 cidades e mais de um milhar de postos de trabalho em todo o País.
Sessão comemorativa
A Casa do Alentejo, em Lisboa, vai realizar uma sessão comemorativa, no sábado, 7, às 16h00, no Salão Agostinho Fortes. O momento conta com as intervenções de Clara Lucía Vilasánchez Cordero, primeira Secretária da Embaixada de Cuba em Portugal, Fátima Mendonça, poeta, e Regina Marques, do MDM, e um momento de cante com o Grupo Coral «Cantadeiras de Essência Alentejana».
Compromisso com as mulheres
Num folheto distribuído em todo o País, o PCP denuncia as crescentes limitações ao exercício dos direitos das mulheres no trabalho, na família, na maternidade, no acesso a cuidados de saúde, bem como nas várias formas de violência que as atinge, nomeadamente a violência doméstica e a exploração na prostituição.
«Só a luta organizada das mulheres pode travar os retrocessos nas suas condições de vida e de trabalho, e nos seus direitos resultantes das opções neoliberais, que marcam a política de direita e a agenda reaccionária do Governo PSD/CDS e da maioria parlamentar que o sustenta – IL e CH –, bem como as cumplicidades do PS», asseguram os comunistas.
No documento, o Partido assume o compromisso com os direitos das mulheres, com igualdade e emancipação, e avança com propostas, como retirar o pacote laboral; alargar a licença de maternidade e paternidade; criar redes públicas de creches e de equipamentos e serviços de apoio aos idosos, designadamente lares; criar mais vagas no pré-escolar; defender o Serviço Nacional de Saúde; realizar campanhas de informação e sensibilização sobre a saúde sexual e reprodutiva e sobre acesso à IVG; reforço de verbas para apoiar a actividade das organizações em defesa dos direitos das mulheres.
Defende ainda mecanismos de protecção às vítimas de violência doméstica; a necessidade de combater a violência no namoro; prevenir a reincidência e aposta em programas dirigidos aos agressores; adopção de uma Estratégia de Prevenção e combate à exploração na prostituição.




