Solidariedade no PE pela mão do PCP
O deputado do PCP no Parlamento Europeu, João Oliveira, promoveu diversas iniciativas de solidariedade com os povos da América Latina e Caraíbas, desde logo Cuba e Venezuela, e com o povo palestiniano.
A UE é cúmplice da política agressiva dos EUA
No dia 23, João Oliveira promoveu um encontro com embaixadores de países da América Latina e das Caraíbas, no qual participaram deputados de diferentes grupos políticos. A iniciativa teve como objectivo aprofundar o conhecimento e debater a situação decorrente da ofensiva de agressão, ameaça, chantagem e ingerência promovida pela Administração Trump contra os povos desta região. Estiveram presentes os embaixadores de Barbados, Nicolla Simone Rudder; Cuba, Juan Antonio Fernández Palacios; Haiti, Alrich Nicholas; Venezuela, Jorge Valero; e México, Izaskun Pineda.
Em destaque na reunião estiveram questões como a agressão militar à República Bolivariana da Venezuela, o rapto do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a deputada Cilia Flores, e o bloqueio imposto pelos EUA a este país, assim como a escalada de agressão contra Cuba, com o recente incremento do bloqueio e das tentativas de cerco à entrada de combustíveis.
Abordados foram também as ameaças e chantagens dos EUA a vários outros países latino-americanos e caribenhos e elementos relativos à situação de Barbados e do Haiti, tendo em conta problemas específicos e outros decorrentes da situação na região.
João Oliveira reafirmou a condenação da ingerência, desestabilização e agressão promovida pelos EUA e reiterou a solidariedade com os povos que resistem.
UE cúmplice do genocídio
Dois dias depois, o deputado do PCP promoveu um novo encontro, desta feita com a embaixadora da Palestina, Amal Jadou, no qual participaram outros deputados, de diferentes grupos. Na ocasião, a embaixadora detalhou um conjunto de informações sobre a dramática situação vivida pelo povo palestiniano, na Faixa de Gaza como na Cisjordânia: a acção genocida de Israel na Faixa de Gaza mantém-se, com os ataques militares e o bloqueio à entrada da ajuda humanitária (entra apenas 15% da que seria necessária).
Amal Jadou denunciou a interdição imposta por Israel à actividade da UNRWA e de 37 Organizações Não Governamentais, a existência de 17 mil feridos a necessitar de cuidados médicos e o bloqueio à entrada de profissionais de saúde, medicamentos, equipamentos e material de saúde. Referiu-se também ao incremento da violência dos colonos e militares israelitas sobre a população palestiniana na Cisjordânia, ao mesmo tempo que o governo israelita aumenta o controlo sobre as deslocações dos palestinianos em territórios sob responsabilidade da Autoridade Palestiniana, impõe deslocações forçadas, destrói infraestruturas e campos de refugiados e reforça medidas destinadas a garantir o controlo sobre todo o território, violando todas as resoluções internacionais.
Denunciando a cumplicidade da UE com a política de ocupação, colonização e genocida de Israel, João Oliveira reafirmou a solidariedade do PCP e o seu compromisso com a defesa dos direitos do povo palestiniano.




