Travar espiral de aumentos na Amarsul
A Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP considerou, no dia 9, inaceitável a espiral de aumentos das taxas que a Amarsul tem posto em prática desde a sua privatização. O retorno da empresa à gestão pública é o único caminho para travar a degradação deste serviço de tratamento de resíduos urbanos na península de Setúbal.
Aumentos nas taxas e tarifas da Amarsul fazem-se sentir desde a sua privatização
Já sobre a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, a DORS acusa-a de agir como «promotora do aumento tarifário» e «mecanismo de desresponsabilização dos sucessivos governos».
Retomar posse pública
As prioridades da Mota/Engil (detentor da maioria do capital da empresa após a sua privatização) não são a «promoção da qualidade de vida das populações, mas os lucros dos accionistas». «Não investiu na modernização, degradou o serviço público prestado à população e aos municípios, aumentou enormemente as tarifas e taxas cobradas, aumentou a precariedade nas relações de trabalho e degradou os salários dos trabalhadores», acusa o PCP.
A Amarsul, uma empresa com capitais unicamente públicos, criou e geria um dos mais modernos sistemas de recolha, tratamento e valorização de resíduos do País até à sua privatização em 2015, pelas mãos do governo PSD e CDS e que o PS não quis reverter, apesar de a isso se ter comprometido.
Para a DORS, somente o retorno à posse pública da Amarsul poderá inverter este inaceitável rumo de degradação.




