RESPONDER AOS PROBLEMAS NACIONAIS
«Assegurar a derrota da candidatura de André Ventura»
Vastas regiões do País foram atingidas pelos efeitos catastróficos da tempestade Kristin, que deixou um rasto de destruição com graves prejuízos para as populações, para numerosas pequenas e médias empresas, explorações agrícolas e infra-estruturas fundamentais, nas regiões atingidas.
Face a esta situação dramática, e no momento em que as graves condições climáticas ainda se mantêm, o PCP tomou posição. Foi o que fez o Secretário-Geral do Partido ao manifestar a solidariedade às populações e exigir respostas urgentes aos seus problemas. «Mais um desastre, mais uma evidência de como o Estado precisa de ter nas suas mãos as alavancas e os instrumentos para poder intervir com rapidez», como referiu no comício do sábado passado em Almada.
Foi esse também o sentido da declaração do PCP de domingo passado, que, manifestando a sua solidariedade aos familiares dos que perderam a vida e bens com esta tragédia e exigindo uma resposta da parte do Governo às populações, acompanhando no terreno a evolução dos acontecimentos e tomando a iniciativa para uma resposta tão urgente quanto necessária, se referiu às medidas anunciadas pelo Governo, nesse mesmo dia, considerando-as «incompreensivelmente tardias e claramente insuficientes».
Acrescentava ainda que «o anúncio de 2500 milhões de euros para acudir ao grau de destruição da tempestade e do mau tempo que ainda perdura são profundamente insuficientes face aos impactos que estão à vista de todos.»
O PCP denuncia a acção tardia e insuficiente do Governo por não ter criado atempadamente «uma estrutura de acompanhamento e intervenção que agregasse o conjunto de áreas» acautelando que a actuação desta estrutura assegure o apoio às autarquias no âmbito das suas competências.»
Valorizando a resposta solidária dada pelo País, o PCP denunciava ainda o número insuficiente de operacionais mobilizados para o terreno e exigia a disponibilização de meios militares e privados, para responder às populações, bem como o reforço dos apoios para acudir aos prejuízos e garantir o pagamento, na íntegra, dos salários do mês de Janeiro, nas situações em que estes não foram ainda processados.
Reclamava ainda que se garantisse o apoio às empresas atingidas para a reposição do potencial produtivo e o rendimentos aos pequenos e médios agricultores e empresários através de apoios a fundo perdido que o Governo continua a não clarificar. Bem como se exige a clarificação dos apoios solicitados e dos apoios efectivamente disponibilizados pela UE, devendo o Governo exigir que se accione o conjunto dos mecanismos de solidariedade existentes, como o PCP já colocou no Parlamento Europeu.
Enquanto se desenvolve a intervenção do PCP e a reclamação das populações exigindo respostas para os seus problemas, importa ter presente a importante batalha política das eleições para Presidente da República, com a segunda volta marcada para o próximo domingo.
O PCP insiste que é necessário derrotar a candidatura de André Ventura. E, para isso, só há uma via: votar na candidatura de António José Seguro, sem que tal voto signifique apoiar este candidato nem o seu posicionamento político, que, aliás, fala por si.
Mas a candidatura de André Ventura tem critérios e concepções reaccionárias, retrógradas e antidemocráticas, de confronto com a Constituição da República Portuguesa.
Com André Ventura na Presidência da República, tudo o que está mal ficaria ainda pior. A mudança que André Ventura quer é um regresso ao passado, de pobreza, exploração, negação de direitos e violência sobre os trabalhadores, as mulheres, os jovens, os democratas e patriotas.
Domingo, é preciso ir votar. Tal como noutros momentos, o desfecho destas eleições não está assegurado. O envolvimento e participação dos comunistas e dos seus aliados, tal como de muitos democratas e patriotas, é e será determinante para barrar o caminho a André Ventura. E isso exige uma intervenção que promova o contacto e o esclarecimento sobre o que está em causa nestas eleições.
É preciso derrotar a candidatura de André Ventura e, ao mesmo tempo, intervir pela mudança de que o País precisa. Pela ruptura com a política de direita responsável pelo agravamento de todos os problemas estruturais do País.
É precisa uma política alternativa, patriótica e de esquerda. É preciso intensificar a luta dos trabalhadores e do povo, defender os direitos, obrigar o Governo a retirar o Pacote Laboral, reivindicar melhores salários e melhores pensões, defender os serviços públicos e o direito à habitação. É preciso, desde já, mobilizar para a manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para Lisboa e Porto, a 28 de Fevereiro.
Perante o desenvolvimento da situação nacional e internacional, é preciso defender a soberania, o progresso social e a paz. É preciso reforçar a solidariedade com Cuba, a Palestina, e a Venezuela Bolivariana e com todos os povos ameaçados ou agredidos pelo imperialismo.
É com a convicção de que é possível um futuro de progresso, soberania, paz e solidariedade que os trabalhadores e o povo prosseguirão a luta e, articulada com ela, o PCP desenvolverá a sua intervenção.




