Metrobus não pode servir linha da Trofa
A Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP reagiu, no dia 23, a possíveis alterações nos planos de expansão da linha da Trofa do Metro do Porto.
Na discussão do Orçamento do Estado (OE) para 2026 foi aprovada e incluída uma proposta do PCP que obriga o Governo a garantir as medidas necessárias para a correcção do projecto da linha da Trofa, de maneira a que toda a sua extensão seja feita em metro convencional. No entanto, durante a semana passada, o presidente do Conselho de Administração do Metro do Porto afirmou que uma parte dessa mesma linha deverá ser feita através de metrobus.
«A empresa está a anunciar uma coisa diferente daquela que está no OE. Pode haver desconhecimento ou falta de articulação, mas não pode haver a imposição de uma opinião do Governo quando é contrária à vontade maioritária, expressamente consagrada», lê-se no comunicado emitido pela DORP.
No dia anterior, 22, Alfredo Maia, deputado comunista eleito pelo círculo eleitoral portuense, endereçou uma pergunta ao ministro das Infra-estruturas e Habitação onde questiona se o executivo tem conhecimento desta situação e que medidas considera tomar para a corrigir.
«O PCP não pode aceitar que a necessária correcção desta situação signifique mais adiamentos de uma obra que deveria estar concluída há mais de 20 anos», lê-se ainda no ofício.




