Aumento brutal das tarifas na factura da água na Moita
A partir de 2026, as famílias do concelho da Moita enfrentarão aumentos significativos nas tarifas, com o preço da água praticamente a duplicar, o saneamento sobe cerca de 50 por cento e os resíduos urbanos mais de 30 por cento.
Segundo a CDU, estes aumentos decorrem da aplicação «cega e injusta» dos princípios do «utilizador-pagador» e do «poluidor-pagador» que penalizam sobretudo as famílias e os pequenos consumidores.
«Numa manobra puramente eleitoralista, no mandato anterior, o PS optou por baixar o custo da água, para mascarar o aumento das restantes tarifas, fazendo disso matéria de campanha, sabendo que quem ganhasse as eleições teria de aumentar brutalmente o preço da água, dadas as regras a que estão obrigados os municípios. Este modelo é o resultado de opções políticas de PS e PSD, num consenso que em matéria de resíduos chegou a incluir o BE», denuncia a Coligação PCP-PEV, que se absteve na votação, no decorrer do enquadramento legal imposto, que não deixa alternativas sem prejudicar o município, e as pessoas que ali vivem, trabalham e estudam.
Em comunicado divulgado no passado dia 20, a CDU reafirma que «o abastecimento de água, saneamento e gestão de resíduos são serviços públicos essenciais, que devem ser geridos pelo sector público, garantindo qualidade, universalidade e preços justos» e que «estes serviços não podem ser tratados como negócios nem fonte de lucro».




