MDM prepara Manifestação Nacional de Mulheres

A Direcção Nacional (DN) do MDM reuniu a 24 de Janeiro para analisar a situação das mulheres, tendo alertado para o agravamento das desigualdades e dado início à preparação do Dia Internacional da Mulher e da Manifestação Nacional, marcada para 8 de Março.

«É tempo de defender e não perder o que as mulheres conquistaram»

Na reunião, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) confirmou o aprofundamento do fosso entre os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa (CRP) e a realidade vivida por milhares de mulheres, marcada por baixos salários e pensões, aumento do custo de vida, precariedade laboral, rendas incomportáveis e degradação das condições de vida. Para o MDM, estas consequências resultam da subversão de direitos laborais, sociais e democráticos, impedindo a libertação das mulheres de uma espiral de violências, desigualdade e pobreza.

A DN manifestou ainda preocupação com a disseminação de concepções conservadoras, retrógradas e antidemocráticas no espaço político e mediático, que desrespeitam a CRP e se opõem a uma sociedade de justiça, igualdade e tolerância, ocultando a sua matriz ideológica assente nas profundas desigualdades sociais e económicas.

Combater posições retrógradas
No contexto da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de Fevereiro, o Movimento sublinhou a importância da participação das mulheres democratas e progressistas para derrotar as posições representadas pelo candidato André Ventura, considerando que o seu projecto político ataca direitos, promove o ódio e procura subverter o papel das mulheres na sociedade.

A DN reafirmou também a continuidade da acção contra o pacote laboral do Governo, a exigência de valorização dos salários, do aumento do salário mínimo nacional e das carreiras profissionais, como condição essencial para combater desigualdades e discriminações no trabalho das mulheres.

Em todo o País
No quadro da preparação do Dia Internacional da Mulher, o MDM discutiu a organização da Manifestação Nacional de Mulheres, que terá lugar em todo o País. Os núcleos do Movimento estão já a dinamizar a mobilização, envolvendo mulheres de diferentes áreas e organizações com forte activismo na defesa dos direitos das mulheres.

Segundo o MDM, a manifestação assume um significado especial num momento em que os direitos consagrados na Constituição – que em 2026 assinala 50 anos – se encontram ameaçados, reafirmando a exigência do seu cumprimento efectivo para garantir uma vida digna, com direitos, igualdade e paz.

 



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