Venezuela tem direito a viver em paz

Dirigentes venezuelanos reafirmam o seu compromisso com a revolução bolivariana, asseguram que nunca se desviarão do caminho de Simón Bolívar e Hugo Chávez e exigem a libertação e o regresso do presidente constitucional, Nicolás Maduro, e esposa, a deputada Cilia Flores.

«Venezuelanos nunca se desviarão do caminho de Simón Bolívar e Hugo Chávez»

Uma gigantesca manifestação em Caracas, no dia 23, exigiu a libertação e o regresso à Venezuela do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, sequestrados há mais de três semanas por forças militares dos EUA e detidos numa prisão, em Nova Iorque. Ao usar da palavra na concentração, perto do Palácio de Miraflores, sede do governo, o secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, reafirmou que os venezuelanos nunca se desviarão do caminho de Simón Bolívar e Hugo Chávez.

A mobilização foi convocada pelo PSUV para assinalar os 68 anos da rebelião cívico-militar de 23 de Janeiro de 1958, contra a ditadura de Marcos Pérez Jiménez. Hoje, enfatizou o dirigente, o povo sabe que «estamos todos comprometidos com o mesmo projecto bolivariano e de Chávez» e por isso «saímos à rua para celebrar a lealdade absoluta com o irmão presidente Nicolás Maduro e com Cilia Flores».

Diosdado Cabello convocou os venezuelanos a manterem-se unidos e firmes e asseverou que o 3 de Janeiro, dia do sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, foi «um duro golpe de tristeza, raiva, de dor e frustração», mas garantiu que nada nem ninguém vai conseguir parar o povo venezuelano.

Além disso, pediu apoio popular à presidente encarregada Delcy Rodríguez, que – considerou – está a lutar pela pátria, insistindo que «jamais nos desviaremos do caminho de Bolívar e Chávez».

PCP solidário com povo venezuelano
Perante a «brutal agressão dos EUA à República Bolivariana da Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cília Flores, o PCP endereçou, no dia 14, à embaixada venezuelana em Lisboa, uma carta transmitindo-lhe, e por seu intermédio ao povo venezuelano, a solidariedade dos comunistas portugueses.

A missiva transmite também sentidas condolências pela perda de vidas humanas, de membros da Força Armada Nacional Bolivariana e da segurança do presidente e civis, assassinados em combate e nos bombardeamentos que os EUA realizaram no território venezuelano. O PCP confia que o povo venezuelano e o seu governo bolivariano derrotarão a agressão do imperialismo norte-americano, assim como trarão de volta à sua pátria o presidente Nicolás Maduro e a deputada Cília Flores.

 



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