Perdas na cultura
Faleceu, no dia 8, aos 81 anos, a actriz Elisa Lisboa, anunciou a Casa do Artista, recordando uma extensa carreira iniciada no Teatro Experimental de Cascais. Desta companhia, Elisa Lisboa rumou para a Rey Colaço-Robles Monteiro, actuando em produções como Hedda Gabler, acabando por fundar o Grupo Teatro Hoje, com peças como As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, em 1986, cuja actuaçãoo crítico Tito Lívio considerou a mais «sublime interpretação» da actriz. Professora de interpretação, fez parte do elenco de filmes como Coisa Ruim e Axilas e de séries como Morangos com Açúcar.
Dois dias antes, 6, morreu o cineasta húngaro Béla Tarr (na foto), realizador de filmes como O Tango de Satanás. Béla Tarr começou por realizar filmes amadores aos 16 anos, chegando ao grande ecrã com Családi tűzfészek, em 1979. Sobre O Tango de Satanás, Susan Sontag chegou a afirmar: «Ficaria contente por vê-lo todos os anos do resto da minha vida». Diversas vezes premiado em Cannes, Berlim e Locarno, recebeu, em 2023, um prémio carreira pela Academia Europeia de Cinema.
No dia 11, faleceu Manoel Carlos, autor de diversas telenovelas brasileiras. «Carioca de coração», tomou o Rio de Janeiro como palco para as suas criações, que perpassam uma longa carreira iniciada nos anos 60, e que atinge um novo patamar na década de 70, já na Globo. Foi o criador da trilogia de novelas Por Amor, Laços de Família e Mulheres Apaixonadas, exemplos da sua capacidade de criar personagens femininas fortes.




