A acção que se impõe!
A força das massas é decisiva para resistir, avançar e transformar A acção que se impõe!
Neste inicio de 2026 a evolução da situação no mundo comprova a natureza do capitalismo e a necessidade da sua superação.
Quando a actual Administração dos EUA, continuando práticas das anteriores, de forma mais descarada e arbitrária desencadeia uma grande escalada. Quando acentua o agravamento da exploração, nega direitos essenciais e desenvolve medidas profundamente reaccionárias. Quando decide o agravamento de sanções e bloqueios, promove a guerra, alarga o sistema de domínio e de controlo e manipulação das consciências. Quando apoia o massacre e o genocídio do povo palestiniano e quer expulsá-lo da sua terra. Quando bombardeia países do Médio Oriente e de África. Quando impõe o bloqueio e a agressão à Venezuela, sequestra o seu Presidente e estende as ameaças a Cuba e outros países.
Quando a UE, a NATO e uma grande parte dos países que constituem estas estruturas promovem a histeria da guerra e a corrida aos armamentos elevando os riscos de confrontação entre países da Europa (e não só com a Rússia), ao mesmo tempo que não assumem uma posição contra o genocídio do povo palestiniano por Israel, não condenam a agressão dos EUA à Venezuela e rastejam numa atitude de subserviência para lhes ser concedido o papel de parceiros menores na distribuição dos resultados do ataque à soberania e do assalto aos recursos dos povos.
Quando face às suas contradições insanáveis o capitalismo recorre à guerra e ao fascismo, a farsa da invocação da democracia ou dos direitos humanos cede perante a exibição da barbárie e se evidencia que o capitalismo e o imperialismo são um enorme risco para a Humanidade.
Impõe-se o desenvolvimento de uma grande frente anti-imperialista, o fortalecimento da solidariedade internacionalista, da luta pela paz e a cooperação entre os povos, afirma-se a necessidade do ideal e projecto comunista, do reforço do movimento comunista e revolucionário internacional e, num curso que terá naturalmente avanços e recuos, a superação revolucionária do capitalismo pelo socialismo inscreve-se como a grande decisão no tempo histórico em que vivemos.
Esta é uma luta dos trabalhadores e dos povos, que se trava à escala mundial a partir da luta em cada país. A força das massas é decisiva para resistir, avançar e transformar. No nosso País isso é evidente em múltiplas expressões concretas, de que a Greve Geral de 11 de Dezembro é exemplo maior.
Na situação concreta do tempo em que vivemos, coloca-se a necessidade da concretização das orientações do XXII Congresso. A necessidade de tomar a iniciativa na dinâmica geral da afirmação da ruptura com a política de direita e por uma alternativa patriótica e de esquerda, pelo Programa e projecto do Partido e na acção específica sobre os problemas concretos dos trabalhadores e do povo. A necessidade de uma intervenção que promova a luta, a força organizada e a acção unitária visando: desenvolver e intensificar a luta dos trabalhadores e das massas populares; desenvolver a acção de fortalecimento das organizações e movimentos unitários de massas; desenvolver a ligação e o trabalho com outros democratas e patriotas. A necessidade de reforçar o Partido, elemento decisivo para os trabalhadores, o povo e o País.
Tais são orientações essenciais que se traduzem nas tarefas imediatas: nas eleições para Presidente da República com o apoio e o voto na candidatura de António Filipe, de convergência pelos direitos dos trabalhadores, contra os projectos reaccionários, pela liberdade e a democracia, uma posição clara para dar força ao caminho que Portugal precisa, concretizando os direitos inscritos na Constituição da República e o projecto dos valores de Abril que esta corporiza; no desenvolvimento da luta reivindicativa dos trabalhadores pelos salários e direitos, pela derrota do pacote laboral que a Greve Geral rejeitou e se impõe que seja retirado e que tem no abaixo-assinado e na manifestação de 13 de Janeiro importantes expressões; da luta contra o aumento do custo de vida, pela defesa e melhoria dos serviços públicos, pelo direito à habitação; no fortalecimento do Partido Comunista Português, com o seu ideal e projecto, um Partido independente, que existe a partir das suas próprias forças, da sua ligação e enraizamento nos trabalhadores e no povo, da sua organização e meios próprios, dos seus quadros e militantes, com a identidade, a coragem, a resistência, a confiança e a iniciativa que o caracterizam.




