Continua a política genocida contra o povo palestiniano

As forças israelitas não cessam as agressões na Faixa de Gaza, violando o cessar-fogo vigente e agravando a crise humanitária no território. Os palestinianos denunciam a continuação da política genocida por parte de Israel.

Israel matou 411 palestinianos e feriu 1112 na Faixa de Gaza desde o começo do cessar-fogo


O exército israelita bombardeou no sábado, 27, a cidade de Gaza, em mais uma violação do cessar-fogo em vigor. E continua com a sua estratégia de demolição de infra-estruturas palestinianas, ao mesmo tempo que aumentam os apelos à reabertura das fronteiras para dar resposta à dramática situação humanitária que atinge os seus habitantes.

Enquanto aviões de guerra atacavam Gaza, forças ocupantes demoliam edifícios residenciais na zona oriental da cidade e faziam rebentar veículos com explosivos junto ao cemitério de Al-Batsh, no bairro de Al-Tuffah.

Também as cidades de Rafah e Khan Yunis, no sul, foram flageladas por ataques israelitas.

Política genocida
Autoridades do sector da Saúde da Faixa de Gaza acusaram Israel de continuar a política genocida contra a população, ao impedir a entrada de medicamentos e outros produtos essenciais. Este novo crime põe em grave perigo a vida de dezenas de milhares de pessoas doentes e feridas, alertaram. Cerca de 10 mil operações cirúrgicas previstas estão ameaçadas em consequência da escassez de medicamentos necessários, assinalaram.

Desde 10 de Outubro, com o começo do cessar-fogo, que os ocupantes não respeitam, Israel só permitiu a entrada no território de 30% dos medicamentos acordados. A crise ameaça cerca de 200 mil pacientes, incluindo 700 que recebem tratamento em unidades de cuidados intensivos e à volta de 10 mil que necessitam de operações.

Após o início da trégua entraram apenas 17.819 camiões com ajuda humanitária dos 43.800 que deveriam ter entrado no território, com uma média diária de 244 em vez dos 600 previstos. Por exemplo, só entraram 394 veículos carregados com combustível dos 3.650 prometidos, uma situação que mantém paralisados hospitais, padarias e depósitos de água.

Centenas de violações
O exército israelita matou 411 palestinianos e feriu 1112 na Faixa de Gaza, desde o começo do cessar-fogo.

Nesse lapso de tempo, as forças ocupantes violaram 875 vezes o cessar-fogo. Este número inclui 265 casos de disparos de armas de fogo, 49 incursões de veículos militares em áreas residenciais, 421 bombardeamentos contra cidadãos e 150 ataques contra instituições e edifícios civis, assim como 45 detenções ilegais.

Tais acções constituem uma clara violação do direito internacional e uma sabotagem deliberada do cessar-fogo e das disposições do seu protocolo humanitário.

Entretanto, a generalidade dos palestinianos na Faixa de Gaza perderam as suas casas em resultado da agressão israelita, que provocou um massivo deslocamento forçado interno e uma grave crise humanitária. A rede de ONG palestinianas alertou que centenas de famílias carecem de abrigo adequado para fazer face às baixas temperaturas e chuvas invernais. As prioridades da resposta humanitária, realçou, estão centradas em apoiar as famílias encabeçadas por mulheres, os idosos, as pessoas com deficiência e os amputados, além dos órfãos.

Colonatos na Cisjordânia
Israel desenvolve um plano para redesenhar a geografia e a demografia da Cisjordânia, mediante a separação das localidades palestinianas em mais de 200 zonas isoladas, sem nenhuma contiguidade.

Situação que alerta para uma aceleração sem precedentes dos projectos expansionistas na Margem Ocidental, o que na prática destruiria a possibilidade de estabelecer um Estado palestiniano contíguo e viável.

Tais políticas colonialistas baseiam-se num projecto que implica separar o norte da Cisjordânia do sul, além de isolar completamente Jerusalém Oriental do seu entorno palestiniano mediante a construção de uma cadeia de colonatos israelitas.

 



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