Caiu a máscara aos EUA face à Venezuela
«Roubo descarado e acto de pirataria internacional», foi como a República Bolivariana da Venezuela considerou a criminosa captura, por forças militares norte-americanas, de um navio petroleiro venezuelano.
Forças militares dos EUA tomaram de assalto um petroleiro no Mar das Caraíbas
O assalto a um navio carregado de petróleo é o mais recente e criminoso acto de provocação e agressão dos EUA contra a República Bolivariana da Venezuela. O Governo venezuelano qualificou a acção como «roubo descarado e acto de pirataria internacional», que mereceu o repúdio do Governo da Venezuela, da Força Armada Nacional Bolivariana e do povo venezuelano, bem como múltiplas manifestações de solidariedade internacional.
A condenação veio também da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), que declarou o ataque ao navio carregado de 1,9 milhões de barris de petróleo como uma gravíssima violação do direito internacional e um ataque contra a soberania da Venezuela.
Numa declaração oficial, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Caracas, realçou que ficaram a descoberto os verdadeiros objectivos da agressão norte-americana à Venezuela. Não são os pretextos da «migração», do «narcotráfico», da «democracia» ou dos «direitos humanos», mas as riquezas naturais, o petróleo, a energia e os recursos que pertencem exclusivamente ao povo venezuelano.
As autoridades venezuelanas informaram que recorrerão às instâncias internacionais para denunciar este crime e que defenderão com determinação a sua soberania, os seus recursos naturais e a sua dignidade nacional, apelando a que todo o povo venezuelano se mantenha firme na defesa da pátria e exortando a que no plano internacional se rejeite e condene esta agressão, que alguns pretendem apresentar como «normal».
O presidente Nicolás Maduro considerou que o roubo do navio petroleiro e o sequestro dos seus tripulantes pelos EUA inauguraram «uma nova era da pirataria naval criminosa no Mar das Caraíbas». Nicolás Maduro afirmou que caiu a máscara aos EUA, ao cometerem um acto criminoso quando, como autênticos piratas, procederam ao assalto militar, sequestro e roubo de uma navio mercantil, quando este entrava nas águas do Atlântico. E mostrou-se preocupado com os tripulantes do navio assaltado, que estão sequestrados e se encontram desaparecidos.
Grave violação do direito internacional
O Grupo de Amigos em Defesa da Carta da ONU qualificou como novo acto unilateral de coerção a mais recente acção hostil da Administração norte-americana contra a Venezuela, ao ordenar o assalto a um navio no mar alto.
Num comunicado emitido nas Nações Unidas, em Nova Iorque, o grupo de países expressou a sua mais profunda preocupação e a sua mais categórica rejeição do roubo, no dia 10, de um barco petroleiro no Mar das Caraíbas, numa operação militar confirmada publicamente pelo presidente dos EUA.
Este grupo de países advertiu que esta acção, executada por forças militares dos EUA, constitui uma grave violação do direito internacional, salientando que esta se inscreve numa perigosa e crescente tendência de imposição de medidas coercivas e agressivas, que, no interesse da paz, da segurança e da estabilidade regionais e internacionais, devem cessar por completo.
O Grupo de Amigos da ONU observou com suma preocupação que a intercepção e apropriação forçada do navio constitui um novo acto unilateral de coerção e, portanto, inadmissível. Uma acção que viola os princípios de igualdade soberana, a liberdade de navegação no alto mar, a liberdade de comércio, a livre circulação da energia e a não intervenção nos assuntos internos dos Estados, princípios consagrados na Carta das Nações Unidas. Neste quadro, pediu «o pleno respeito dos direitos soberanos da República Bolivariana da Venezuela sobre as suas actividades marítimas e comerciais e a libertação imediata do navio e da sua carga, assim como de qualquer pessoal detido».
Cuba condena acto dos EUA
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba considerou que este acto de pirataria e terrorismo marítimo por parte dos EUA tem como objectivo dificultar o legítimo direito da Venezuela de utilizar e comercializar livremente os seus recursos naturais com outras nações, incluindo o fornecimento de hidrocarbonetos a Cuba.
Estas ações têm um efeito negativo sobre Cuba e intensificam ainda mais a política de pressão máxima e asfixia económica imposta pelos EUA, o que impacta directamente em Cuba e, consequentemente, no quotidiano do seu povo.
Uma situação que não é nova e que se agravou agora com o recurso à força militar, numa tentativa de impor o domínio dos EUA sobre toda a América Latina e as Caraíbas.




