É urgente valorizar a Escola Pública

Paulo Raimundo visitou anteontem, 2, uma escola secundária do concelho de Sintra, onde reafirmou a necessidade de recolocar a Educação no centro do debate político: não há país desenvolvido sem educação e só a Escola Pública garante a sua universalidade, destacou.

O número de novos professores está longe de compensar os que se reformam

A Escola Secundária de Santa Maria, na Portela de Sintra, é sede de um agrupamento que reúne 11 escolas, mais de 3500 estudantes e 300 professores. Como todas, tem problemas específicos e outros que decorrem de uma política educativa que tem desvalorizado a Escola Pública e as carreiras profissionais.

Em declarações aos jornalistas, Paulo Raimundo começou por sublinhar a importância estratégica que a Educação tem para o País e chamou a atenção para um dos mais graves problemas que se vive no sector, o da falta de professores, que se agrava ano após ano: o número dos que todos os anos saem para a reforma não é, «nem de perto nem de longe», compensado por novas entradas. Assim, salientou, é essencial valorizar a carreira docente, tornando-a mais atractiva para que mais jovens a procurem e para que muitos dos que nos últimos anos a abandonaram possam regressar.

O dirigente comunista referiu-se ainda à carência de auxiliares ou psicólogos e às mais de 500 escolas a precisar de obras urgentes.

Na reunião com a vice-presidente do agrupamento, a delegação do PCP (que incluía ainda Jorge Pires, da Comissão Política, e Susana Luís, da Comissão Concelhia de Sintra) ficou com uma visão mais concreta da realidade que ali se vive: as situações sociais mais sensíveis, os desafios colocados pela presença de estudantes de 39 nacionalidades, a importância dos professores, auxiliares e psicólogos para responder às necessidades dos estudantes a todos os níveis.

Retirar o pacote laboral!
Paulo Raimundo foi ainda questionado pelos jornalistas acerca das declarações da ministra do Trabalho sobre a greve geral e o «cansaço» sentido pela governante relativamente à luta de dia 11. Para o Secretário-Geral, a ministra não está cansada, «está é com medo da grande greve geral» que aí vem, pois quanto mais os trabalhadores conhecem o teor do pacote laboral mais cresce a mobilização para a luta.

Já sobre a ameaça da ministra de recorrer à requisição civil, Paulo Raimundo lembrou que a lei que o Governo defende «ainda não está em vigor».

Sobre a saúde do Presidente da República (que foi internado e operado no fim-de-semana), o dirigente comunista garantiu que o Chefe de Estado está em «boas mãos» e que mais cedo do que se pensa estará de volta ao exercício pleno das suas funções.

 



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