Trabalhadores na Bélgica lutam contra o ataque aos direitos

Depois da realização de uma grande marcha de protesto, em Bruxelas, em Outubro, uma das maiores em décadas, os trabalhadores belgas realizaram, em finais de Novembro, uma greve geral, sectorialmente dividida por três dias, com uma elevada taxa de participação, em resposta às políticas neoliberais do governo liderado pela extrema-direita e integrado por uma panóplia de forças políticas, incluindo as correntemente designadas direita, liberais e sociais-democratas.

Greve geral, sectorialmente dividida por três dias, em finais de Novembro com altas taxas de participação dos trabalhadores na Bélgica

Os trabalhadores belgas levaram a cabo nos dias 24, 25 e 26 de Novembro uma greve geral, sectorialmente dividida por três dias, para protestar contra os ataques aos direitos laborais e às pensões promovidos pelo governo de coligação belga, liderado pela extrema-direita e integrado por uma panóplia de forças políticas, incluindo as correntemente designadas “direita”, “liberal” e “social-democrata”.

No primeiro dia, paralisaram os trabalhadores dos transportes ferroviários. Seguiu-se uma greve do sector público (hospitais, escolas, correios e outros serviços públicos). No terceiro dia, a mobilização culminou com uma greve geral convocada por uma frente comum de todos os sindicatos. Foram organizados piquetes de greve e realizaram-se comícios nas três regiões do país, Flandres, Bruxelas e Valónia. Os sindicatos consideram que a participação dos trabalhadores nas paralisações foi a mais elevada dos últimos 40 anos.

Estas acções de luta – que vão continuar – são a resposta organizada dos trabalhadores às políticas do governo do primeiro-ministro Bart de Wever, que assumiu o cargo em Fevereiro e que ameaça com cortes de milhares de milhões de euros nas pensões de reforma, nos benefícios sociais, na saúde, na educação e na cultura, tudo isto acompanhado de um enorme aumento nos gastos militares.

As gravosas medidas que o governo belga pretende impor, se não forem travadas, representarão severos ataques às condições de vida dos trabalhadores, alertam os sindicatos.

 



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