Greve e manifestações em Itália
A Itália foi palco, no último fim-de-semana de Novembro, de grandes manifestações em defesa dos direitos laborais dos trabalhadores, de protesto contra o militarismo e de solidariedade com os povos da Palestina, Venezuela e Cuba. Muitos milhares de pessoas saíram às ruas nos dias 29 e 30, em Roma e noutras cidades italianas, em jornadas de luta que se seguiram a uma greve geral efectuada na sexta-feira, 28, convocada pela União Sindical de Base (USB) e outras organizacões sindicais.
A paralisação e as manifestações tiveram o apoio de organizações políticas e movimentos sociais, que apoiaram as reivindicações dos trabalhadores e, também, o protesto contra o genocídio do povo palestiniano por parte de Israel, as ameaças dos EUA contra a Venezuela e o bloqueio que impõem a Cuba.
Decorreram também manifestações noutras importantes cidades italianas, como Milão, Turim, Nápoles, Pádua, Pisa, Palermo ou Cagliari.
A greve geral – que paralisou diversos sectores, entre os quais os transportes, escolas e meios de informação – e as manifestações tiveram como objectivo principal exigir direitos laborais e rejeitar o aumento de gastos belicistas em detrimento dos direitos sociais.
Os trabalhadores exigem aumentos salariais e a subida das pensões que compensem o incremento do custo de vida, assim como a redução da jornada laboral, a introdução de um salário mínimo por lei e a regularização dos trabalhadores em situação de precariedade. Também reclamam um aumento substancial dos investimentos em escolas, no sistema de saúde e nos transportes, a partir de drásticos cortes nos gastos belicistas, assim como o fim do apoio militar da Itália a Israel, em solidariedade com o povo palestiniano.
A USB destaca, entre os principais motivos desta mobilização nacional, o protesto contra a actual política económica e fiscal governamental, incluída já no orçamento do próximo ano, que prevê a transferência de recursos das despesas sociais para o reforço do militarismo, dos armamentos e da guerra. Além disso, rejeita a privatização de empresas de energia, dos serviços postais, das telecomunicações, do transporte público, dos serviços ambientais, da saúde e da educação, assim como condena as diferenças salariais entre homens e mulheres.




