Conturbado processo de instalação da União de Freguesias de Coimbra
Anteontem, os comunistas de Coimbra divulgaram uma nota esclarecendo o conturbado processo de instalação da Assembleia de Freguesia, concluído a 14 de Novembro.
O PCP começou por sublinhar que sempre agiu segundo os princípios de respeito pela força mais votada na formação do executivo, assim como pela garantia de que os órgãos fossem rapidamente instalados para atender aos problemas da população.
Dá ainda conta que teve «conversações com as forças mais votadas», as coligações «Somos Coimbra» e «Avançar Coimbra», antes da primeira sessão de instalação, a 3 de Novembro. Neste primeiro dia, o Partido absteve-se na eleição do executivo, negando haver qualquer acordo para voto favorável, ao contrário do que foi noticiado.
Em negociações posteriores, a 14 de Novembro, o PCP acordou com a «Somos Coimbra» o voto favorável ao executivo, garantindo três obras de construção/requalificação do seu programa, mantendo, porém, autonomia para votar na mesa da Assembleia e no orçamento de freguesia.
Na segunda tentativa de instalação, também a 14 de Novembro, o Partido reforçou propostas de resolução consensual, mas o impasse persistiu. Face a isso, propôs a revogação da instalação anterior, aceite por «Somos Coimbra» e rejeitada pela «Avançar Coimbra». No final, votou favoravelmente a lista do executivo e contra a lista da mesa da Assembleia, cumprindo os princípios anunciados.
O PCP afirma ter respeitado a vontade dos eleitores, agido com coerência e lealdade política, repudiando comportamentos que tentaram acelerar ou atrasar o processo em função de interesses partidários, em detrimento da população.




