Porto e Ovar dão razões para estar confiante
A força desta candidatura não se encontra nos ecos dos telejornais, nos cantos dos jornais do capital ou nas horas de comentários “independentes”. A força desta candidatura está nos milhares de pessoas que, todos os dias, dão a cara pela sua construção. No Porto e em Ovar, ficou-se com mais duas amostras desta força, a força de Abril.
«Se o escolhido fosse pela qualidade, ele já tinha ganho»
«Se o escolhido fosse pela qualidade, ele já tinha ganho», acredita o mandatário regional de Aveiro da candidatura de António Filipe. Assim seria, «se a escolha fosse científica». Sabe-se bem que, no entanto, a realidade está bem distante de ser tão simples. Urge, portanto, partir para o esclarecimento e a conversa, afirmar o projecto alternativo contido nesta candidatura, todos os votos contam, e todos os votos podem ser conquistados.
Neste jantar, realizado no Pavilhão do Rancho Folclórico da Marinha, em Ovar, a emoção esteve bem à mostra durante toda a noite, dos reconfortantes abraços de reencontro, às afirmativas palavras de ordem que encerraram o manjar.
No meio de uma intensa tempestade que se fazia sentir, António Filipe lembrou que «convivemos com as forças da natureza pois também nós somos uma força da natureza». A força que brota de uma fonte inesgotável de luta por um Portugal, e um mundo, radicalmente diferentes. «Entre o capital e o trabalho, não tenho dúvidas sobre o lado em que estou» reiterou. Lembrou ainda uma recente notícia de que 16 empresas cotadas do PSI 20 preparam-se para distribuir 3.2 mil milhões de euros em dividendos, só no próximo ano. Os mais ricos continuam a acumular lucros surreais, contrastando cada vez mais com as dificuldades dos trabalhadores e do povo.
«É preciso, é urgente!»
Mais de duas centenas de pessoas encheram o auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett na freguesia de Massarelos, no Porto, no passado domingo. Esta sessão pública, como todas as outras que têm preenchido a agenda desta campanha, foi marcada pela sua força e pela determinação dos presentes. O inconformismo e a confiança na construção de um Portugal diferente são traços característicos desta candidatura, e é também por isso que os mais de duzentos apoiantes presentes gritavam, bem convictamente, que «é preciso» e «urgente» o «António a Presidente».
Apresentando a sessão, Diana Ferreira relembrou o trabalho do candidato na Assembleia da República. Foram mais de três décadas a representar o povo na casa da democracia. Antes de António Filipe, intervieram ainda Henrique Borges, professor, Bruno Domingues, membro da Associação de Moradores das Antas e Filipe Pereira, operário e dirigente sindical. Nas suas intervenções, a vida de todos os dias e as batalhas do futuro. O direito à educação, os caminhos que levaram à actual crise da habitação e a urgência de derrubar o pacote laboral, difícil seria imaginar qualquer outra candidatura com uma sessão tão ligada àquilo que verdadeiramente importa.
Realizando a última intervenção da sessão, António Filipe apontou a defesa do SNS enquanto a única forma de garantir uma saúde verdadeiramente justa e acessível para todos.




