Solidariedade com a Palestina prossegue no Porto
Centenas de pessoas participaram, no dia 22 de Outubro, em mais uma concentração-protesto realizada no Porto, no âmbito da campanha nacional «Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!».
«Paz no Médio Oriente, Palestina independente!»
A iniciativa decorreu na Praceta da Palestina, no cruzamento da Rua de Sá da Bandeira com a Rua de Fernandes Tomás, e foi marcada por um forte tom combativo e solidário. Entre as palavras de ordem mais escutadas destacaram-se: «Paz no Médio Oriente, Palestina independente!», «Israel é culpado por um povo massacrado!», «Paz sim, guerra não!» e «Palestina vencerá!», que ecoaram ao longo de toda a concentração.
As intervenções, de Manuela Branco pelo Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC), Paulo Carvalho pela União dos Sindicatos do Porto/CGTP-IN, Álvaro Pinto pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) e Francisco Aguiar pelo Projecto Ruído – Associação Juvenil, convergiram na exigência de um cessar-fogo real e permanente, no acesso irrestrito de ajuda humanitária, no cumprimento do direito de retorno dos refugiados palestinianos e na concretização das resoluções da ONU, nomeadamente no que respeita à criação de um Estado da Palestina soberano e viável, nas fronteiras anteriores a 1967 e com capital em Jerusalém Oriental.
Esta concentração insere-se na campanha nacional «Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!», que culminará no Dia Internacional da Solidariedade com o Povo Palestiniano, a 29 de Novembro, com manifestações no Porto e em Lisboa.
JCP apela à mobilização pelo fim do genocídio
A Direcção Nacional da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), reunida no dia 18 de Outubro, apelou à participação e mobilização para a Manifestação Nacional de 29 de Novembro, no âmbito da campanha «Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!».
No comunicado emitido após a reunião (onde se fez o balanço das eleições autárquicas, discutiu a situação nacional, a preparação do 13.º Congresso pag. 16 e 17) e o desenvolvimento da luta da juventude), a JCP denunciou igualmente a intensificação da ingerência do imperialismo norte-americano na América Latina, nomeadamente a ameaça de intervenção militar na Venezuela e a campanha de desestabilização e ataque à Revolução Bolivariana, articulada com os interesses dos EUA no controlo dos recursos naturais da região. A organização reafirmou a sua solidariedade com os povos da Venezuela, Cuba, Brasil e Nicarágua, exigindo o fim do bloqueio imposto a Cuba e das medidas coercivas impostas a esses países.
Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes
A Direcção Nacional da JCP destacou ainda a decisão da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) de iniciar os trabalhos preparatórios para o 20.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, a realizar-se em 2026, em Caracas – um espaço internacional de convergência e luta da juventude pela paz e contra o imperialismo.
A JCP, que preside à FMJD, saudou a decisão e reafirmou o seu compromisso com o reforço do carácter unitário e anti-imperialista da Federação.
No plano internacional, a organização sublinhou também a sua participação activa em diversas iniciativas e encontros da juventude progressista mundial, entre as quais o Festival da Juventude da SDAJ (Alemanha), o Acampamento da COMAC (Bélgica), o Festival Pancipriota da Juventude e dos Estudantes (Chipre), a Brigada Juvenil de Solidariedade com Cuba, o Festigal (Galiza), o Festival Odigitis (Grécia) e a Festa do PCE (Espanha), além da reunião do Conselho Geral da FMJD, no passado dia 5 de Outubro.




