Venezuela alerta para agressão dos EUA
As autoridades venezuelanas advertiram que está em preparação uma agressão dos EUA contra a República Bolivariana da Venezuela com o objectivo de se apoderar dos recursos naturais petrolíferos do país latino-americano e ali promover uma mudança de regime, em flagrante violação da Carta das Nações Unidas.
«Cada vez com mais força e intensidade e com mais mentiras» está em preparação um ataque dos EUA à República Bolivariana da Venezuela
O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Iván Gil, alertou na sexta-feira, 26, para uma provável agressão dos Estados Unidos da América contra a a República Bolivariana da Venezuela.
Ao falar na abertura da VII Reunião Ministerial do Grupo de Amigos em Defesa da Carta das Nações Unidas, celebrada no contexto da 80.ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, o diplomata advertiu que está em preparação uma agressão «cada vez com mais força e intensidade e com mais mentiras» contra o seu país. Sublinhou que o povo venezuelano, em unidade nacional, está preparado para resistir e vencer e alertou que a escalada para um conflito ou uma agressão se poderá converter numa catástrofe para toda a região, porque não seria só a Venezuela que estaria a ser atacada, mas as Caraíbas e a América Latina.
O ministro bolivariano salientou ainda que os venezuelanos são amantes da paz e que propuseram uma via de diálogo, de diplomacia e entendimento, inclusivamente com aqueles que violam sistematicamente a Carta da ONU e que os ameaçam constantemente, numa clara referência aos EUA. E afirmou que a Venezuela está a ser alvo de mais uma violação dos princípios da Carta das nações Unidas quando, enquanto país soberano e membro da ONU, é submetida à ameaça do uso da força contra pelos EUA.
Neste sentido, Yván Gil denunciou o envio para o Mar das Caraíbas, pelos EUA, de um importante contingente militar com navios de guerra, submarinos nucleares e tropas especiais, com a «falsa desculpa de combater o tráfico ilícito de drogas». Destacou que este envio de tropas norte-americanas não tem outro objectivo que não seja o de apoderar-se dos recursos naturais petrolíferos do povo venezuelano e promover uma «mudança de regime», tudo em violação da Carta das Nações Unidas.
Aludiu também ao discurso escandaloso pronunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, na qual este atacou a Carta e os princípios que permitiram a criação das Nações Unidas, ameaçou países com o uso da força e a aplicação de sanções económicas e validou práticas criminosas de violação da integridade territorial e da independência de Estados livres e soberanos.




