Governo aprofunda ofensiva e ignora o País real

Com o regresso, no dia 25, do debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento, e perante a ofensiva da política de direita que continua a marcar o discurso do Executivo, da parte do PCP ficou um aviso: «Os trabalhadores vão dar a resposta que se exige. A bem das suas vidas e do País, é possível derrotar os objectivos do Governo».

Montenegro insiste no «País imparável da propaganda e da ilusão»

No debate, Paulo Raimundo criticou a postura de “peito cheio” do primeiro-ministro com as notas “AA” das agências internacionais a Portugal, considerando que estas notas correspondem, na realidade, aos resultados da política de direita: dos aumentos dos preços de alimentos, electricidade, gás, casas, rendas e bens essenciais; da falta de professores em 78 por cento das escolas; das urgências empurradas; dos profissionais empurrados para fora do SNS; da venda ao desbarato de empresas públicas e património do Estado; da falta de lugares em creches; e da aposta na injustiça fiscal.

Para o povo, sublinhou, retirando todas estas áreas, sobra apenas um “A”, o do “azar” que é não viver «no País imparável da propaganda e da ilusão» do primeiro-ministro.

O Secretário-Geral também lembrou que «há muito que Portugal devia ter reconhecido o Estado da Palestina, e não foi por falta de oportunidades».

«Declaração de guerra»

Acerca do pacote laboral, que considera ser «uma declaração de guerra a quem trabalha», Paulo Raimundo dirigiu-se ao primeiro-ministro, pondo os pontos nos “ii” em relação a esta matéria:«O seu Governo, a IL e o CH decidiram pôr em marcha um pacote laboral vindo directamente dos gabinetes dos grupos económicos». E acrescentou: «Acha que o milhão e 300 mil trabalhadores já hoje com vínculos precários, e os milhares forçados aos recibos verdes, vão aceitar ainda mais precariedade e mais contratos a prazo?».

«O vosso pacote laboral é inaceitável», afirmou, considerando inaceitável a maior compressão e desregulação de horários, os despedimentos sem justa causa e os ataques aos direitos das mães, pais e crianças. «O País não avança com os direitos e as vidas de cinco milhões de trabalhadores a andarem para trás», disse.

 



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