762 – Construção da Cidade da paz
Madinat al-Salam, ou Cidade da paz, em árabe, foi mandada erigir pelo califa Al-Mansour para afirmar a pujança da nova dinastia dos Abássidas. Situada na margem ocidental do Tigre, entre o Tigre e o Eufrates, na Mesopotâmia, a nova polis, em forma de ‘cidade redonda’, assegura com a sua localização a abundância de terras férteis e uma defesa natural, o que lhe permite afirmar-se como a maior do seu tempo, com centenas de milhares de habitantes. Rebaptizada Bagdad, “dádiva de Deus”, em persa, a cidade não resiste no entanto ao cerco e saque das forças do Ilcanato Mongol sob o comando de Hulagu Khan, em 1258, que ditam o fim do Califado Abássida. A população é dizimada. A destruição das redes de irrigação pelos mongóis condena os sobreviventes à miséria. A ruína de Bagdad, que se prolonga durante séculos, é agravada pela irrupção do emir da Ásia Menor Tamerlão, um descendente distante de Genghis Khan, na segunda metade do século XIV, durante o segundo império mongol. O país, entretanto designado Iraque, palavra árabe que significa “Costa”, é anexado ao império otomano em 1533 por Solimão, o Magnífico, sultão de Istambul. Capital do Iraque moderno, Bagdad, sede das Mil e Uma Noites no imaginário colectivo, é uma cidade com dez milhões de habitantes e a maior do mundo árabe a seguir ao Cairo.




