Festa do L’Humanité
Entre os dias 12 e 14 de Setembro, Plessis-Paté, nos arredores de Paris, acolheu a 90.ª edição da Festa do L’Humanité, realizada sob o mote da paz. O evento reuniu cerca de 600 mil pessoas, num vasto recinto transformado em palco de concertos, debates políticos, actividades culturais e manifestações de solidariedade.
O PCP esteve presente com um pavilhão, inserido no espaço internacional da “Village du Monde”, que reuniu delegações e associações de vários países. O stand foi ponto de encontro para muitos portugueses e lusodescendentes residentes em França e de divulgação das propostas do PCP. Para esta ocasião foi editado um número especial do Avante! em francês.
O pavilhão do PCP combinou a vertente política com a cultural e gastronómica, disponibilizando publicações e materiais do Partido e oferecendo aos visitantes os sabores típicos da cozinha portuguesa (pastéis de nata e de bacalhau, rissóis e vinhos nacionais). Isto só foi possível graças ao colectivo do PCP existente em França e outros amigos, que com a sua militância asseguraram a preparação, organização e dinamização do stand. Durante estes dias foram feitos inúmeros contactos, dos quais mais de uma dezena disponibilizaram o seu número para futuros contactos. Foram também múltiplas as manifestações de simpatia e solidariedade.
O PCP fez-se representar por Ricardo Guerra, do Comité Central, que participou nos principais momentos da Festa – iniciativa de abertura, inauguração da “Village du Monde” e no encontro com Fabien Roussel, Secretário Nacional do PCF. Fizeram ainda parte da delegação Mariana Cal e Estefânia Rebelo, da Direcção Nacional da JCP.
Na edição deste ano da Festa do l’Humanité, os debates políticos tiveram como pano de fundo a situação em França e no mundo. A questão do défice público e as medidas de austeridade anunciadas no novo orçamento de Estado estiveram no centro das intervenções, com críticas às opções do governo e com o apelo claro à mobilização para a greve geral marcada para hoje, 18 de Setembro. Mas a festa foi também atravessada pela solidariedade, em particular pela exigência do fim do genocídio na Palestina e do reconhecimento do Estado palestiniano, que se tornaram bandeiras centrais nos debates e nos concertos.




