Morre brasileiro Hermeto Pascoal
Morreu no sábado, aos 89 anos, Hermeto Pascoal, anunciou a família do premiado músico brasileiro.
Nascido em 1936, no estado do Alagoas, o músico desde sempre demonstrou uma ligação à arte musical, revelando um particular fascínio pelos sons da natureza, que inspiraram, anos mais tarde, o que a Culturgest descreveu como um «diálogo único com os elementos, tornando tudo a sua orquestra», dos animais à água.
Misturando sons do jazz com o forró ou o choro, e considerado pelo trompetista Miles Davis como o «músico mais impressionante do mundo», começou cedo a aprender acórdeão, começando a tocar, ainda aos 14, em rádios recifenses. Daqui para os palcos foi um salto: no final dos anos 50 já actuava em salas cariocas, passando, entretanto, para São Paulo, onde tocou no bar-discoteca Stardust, como pianista, e onde conheceu o guitarrista Heraldo do Monte, que o convidou para o Quarteto Novo.
A partir daqui a vida nunca mais foi a mesma para Hermeto Pascoal, depressa se seguindo, em grupo ou a solo, actuações com “estrelas” da bossa nova, gravações dos primeiros álbuns de projecção internacional (nos EUA), e uma longa carreira de mais de 70 anos, na qual actuou nos principais palcos do mundo, e que lhe valeu, desde a estreia discográfica, com Sambrasa Trio (1965), mais de 30 álbuns de originais.
Hermeto Pascoal recebeu, ao longo da vida, cinco nomeações para os Grammy Latinos, vencendo três, com Natureza Universal (2017), Hermeto Pascoal e sua Visão Original do Forró (2019) e Pra Você, Ilza (2024), último álbum lançado, em homenagem à sua falecida companheira, e cujos concertos de divulgação estavam previstos passar por Portugal.




