DESENVOLVER A LUTA, AFIRMAR A CDU
«Há soluções, mas é precisa uma outra política»
Ainda sob o impacto positivo da Festa do Avante!, cujos efeitos perdurarão na memória de todos os que nela participaram e estimulados pela força e confiança que dela emanaram, prosseguem agora os combates urgentes que é preciso travar: por um lado, o desenvolvimento da luta por mais salário, mais direitos e contra o pacote laboral, que no próximo sábado terá expressão no dia nacional de luta promovido pela CGTP-IN, com manifestações no Porto e em Lisboa.
De facto, em vez de responder aos problemas da imensa maioria dos portugueses para quem a vida está cada vez mais difícil, o Governo insiste no seu pacote laboral com alterações gravosas à legislação laboral: mais compressão sobre os salários, mais precariedade, mais horas e tempo de trabalho, ainda mais facilidade em despedir.
E não vale a pena querer iludir os trabalhadores com este ou aquele retoque, este ou aquele acerto, neste pacote, como foi tentado pelo Governo e as confederações patronais na última reunião da Concertação Social. Esta proposta do Governo não precisa de ser retocada, precisa, isso sim, de ser derrotada.
E para que essa derrota possa ser consumada, importa garantir uma grande mobilização para as manifestações do próximo sábado, dia 20.
Mas também na batalha das eleições autárquicas, cuja preparação prossegue e que impõe uma redobrada acção no esclarecimento e mobilização das populações para o apoio ao projecto distintivo da CDU. CDU, essa verdadeira frente unitária e popular, caracterizada pelo trabalho, honestidade e competência ao serviço do desenvolvimento das populações, para que se possa viver melhor em cada uma das nossas terras.
Batalha autárquica que, a cerca de um mês do acto eleitoral, há razões para travar com confiança, potenciando o contacto directo com as populações, aproveitando o potencial dos muitos milhares de candidatos (dos quais, cerca de 12 mil independentes) e activistas na mobilização para o apoio às candidaturas que a CDU apresentou aos órgãos municipais de 304 concelhos e a 1570 assembleias de freguesia, por todo o País.
Motivo de confiança constitui também o facto de ter sido a denúncia da CDU e a mobilização e pressão populares a derrotar as manobras da SIC ao pretender realizar em Lisboa e no Porto debates com a participação de apenas duas candidaturas, excluindo, portanto, a CDU.
Entretanto, o Governo PSD/CDS prossegue a sua acção destruidora sobre o País. Acção que se reflecte na situação difícilpara que foi empurrado o Serviço Nacional de Saúde; para que está a ser empurrada a Escola Pública, que enfrenta graves problemas como a falta de professores, em plena abertura do novo ano lectivo. Situação que se agrava também, com o anunciado aumentodas propinas no Ensino Superior criando-se novos entraves que vão impedir milhares de jovens de prosseguirem os estudos , quando a situação que temos hoje é já a de termos mais estudantes a acabar o Ensino Secundário mas menos candidatos ao Ensino Superior. A crise da Habitação afecta de forma dramática os mais jovens. A generalidade dos preços dos bens mais essenciais à nossa vida, da energia aos alimentos, não param de aumentar.
O custo de vida aumenta, e o que mais devia aumentar, os salários e as pensões, mantêm-se baixos.
Ora, o que é preciso é aumentar os salários, são contratos efectivos, horários regulados, o cumprimento e o avanço nos direitos dos trabalhadores.
O que é preciso é que se cumpra a Constituição e não, como pretende o Governo, transformar cada problema numa oportunidade de negócio, atropelando direitos e tudo subjugando à lógica do lucro.
Para os grupos económicos, não há limites à concentração de riqueza, não há tectos para os escandalosos lucros anunciados, não há barreiras que impeçam a fuga para o estrangeiro e para os paraísos fiscais da riqueza que é aqui criada pelos trabalhadores.
É este o sentido da intervenção do PCP: afirmando a CDU e o seu projecto autárquico distintivo; estimulando a unidade, organização e luta dos trabalhadores por mais salário, mais direitos e contra o pacote laboral, exigindo respostas para os vários problemas com que estão confrontados; intervindo pela ruptura com a política de direita que agrava todos os problemas estruturais e aprofunda o declínio do País. E claro, lutando, com força e confiança, pela alternativa, mais do que necessária, imprescindível, para abrir caminho a um Portugal com futuro.




