Exames são entrave à entrada na faculdade

O PCP comentou, em nota de imprensa de dia 25, a redução do número de colocados na 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior, o mais baixo desde 2016.

Fim dos exames e alteração do modelo de acesso

Ao todo, foram colocados cerca de 44 mil estudantes, menos seis mil face a 2024 (menos 12 por cento), «reflexo das opções políticas do Governo PSD/CDS», considera, derivando, em grande medida, do «verdadeiro obstáculo» que representou a reposição da obrigatoriedade da realização dos exames nacionais.

«Tal como o PCP tem afirmado, é preciso uma política que garanta o acesso dos estudantes ao ensino superior, o que exige o fim dos exames nacionais, a valorização da avaliação contínua e a alteração do modelo de acesso», assinala o Partido.

Os comunistas destacam, ainda, que a estes somam-se outros entraves ao acesso e permanência no ensino superior, como a existência de propinas, taxas e emolumentos, as deslocações de estudantes da região de origem para a região onde estão a estudar e a falta de residências públicas e os custos com o alojamento.

No mesmo sentido, em comunicado emitido no mesmo dia nas suas redes sociais, a JCP apontou para o facto de estes números serem indissociáveis das opções políticas de «desinvestimento, desvalorização e destruição da escola pública» que têm sido levadas a cabo pelo actual Governo PSD/CDS, com a cumplicidade de PS, IL e CH.

 

Vamos a números…

Apesar do grande destaque que é dado, na nota da DGES, à taxa de colocação de candidatos, que efectivamente cresceu para 90% (ou seja, a cada 100 candidatos houve 90 colocados), a verdade é que este dado não contraria os números gerais – o total de colocados desceu de 49963 em 2024 para 43899 em 2025 (-6064, -12,1%). Isto, apesar do aumento de 1,1% do número de vagas a concurso (de 54666 para 55292, +626). Além disso, cabe realçar que sobraram 11 513 vagas para a segunda fase, a maior sobra desde 2014, e um aumento brutal face a 2024 (+130%).

Houve, também, diminuições nos números de colocados pelos contingentes da ASE (de 1178 para 1123, -4,6%) e de candidatos com deficiência (de 214 para 152, -28,97%), e no número de colocados em faculdades localizadas em regiões com menor procura e menor pressão demográfica (21,1%), aumentando a percentagem de colocados nas duas áreas metropolitanas (de 47,57% para 51,03%, +3,56 p.p.).

 

 



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