Pacote laboral - Para lá da amamentação

Com o seu projecto de pacote laboral, o Governo «propõe mais ataques àqueles que põem a economia a funcionar», «diz exactamente o que o patronato quer que se diga». Paulo Raimundo reafirmou que se trata de «uma declaração de guerra aos trabalhadores», que «vai ao centro da exploração, vai aos horários, vai aos salários e vai à estabilidade dos contratos».

«A questão da amamentação, hoje central no debate político sobre o pacote laboral, é uma cortina de fumo, para que o resto passe de fininho», sem que se fale «no banco de horas individual, no aumento da precariedade, na pressão nos salários, na lei da greve», alertou o Secretário-Geral do Partido.

Garantiu que «nós não caímos na casca de banana» e antecipou, em protesto: «Só faltava que ainda tivéssemos de agradecer, pelo facto de o Governo ter recuado na matéria da amamentação, àqueles que são cúmplices deste ataque brutal à vida de quem trabalha – ao Chega, à IL e outros que só falam daquilo que o Governo quer que se fale.»



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No dia 15, feriado, o Secretário-Geral do PCP visitou a Feira Medieval de Silves e participou num jantar regional da CDU, em Albufeira. De todos os temas de actualidade política, abordados por Paulo Raimundo, destacou-se a devastação provocada pelos incêndios florestais deste Verão, que nessa sexta-feira fizeram a primeira vítima mortal. «Com outra política, com outro esforço, com outros meios, com mais força àqueles que protegem a nossa floresta, os fogos não acabarão, mas a dimensão da devastação não será a mesma», defendeu o dirigente comunista.