Conquistada a revisão das tabelas salariais na CP
Os trabalhadores da CP deram acordo à proposta da administração para a reestruturação das suas grelhas salariais e valorização dos seus rendimentos, alcançada após várias lutas, incluindo greves em Maio.
Foram conseguidos mais 4 por cento nas tabelas salariais
O anúncio foi feito no 31 de Julho, em comunicado conjunto de diversas organizações sindicais representativas dos trabalhadores da empresa, incluindo o SNTSF, filiado na CGTP-IN e na FECTRANS. Os sindicatos destacam que já comunicaram à CP e ao ministro da tutela a aceitação da proposta, que consideram em linha, na sua quase totalidade, com relatório elaborado por um grupo de trabalho constituído por representantes da administração e dos trabalhadores.
O acordo dado por estas organizações sindicais traduz-se, essencialmente: num acréscimo de quatro por cento nas tabelas salariais, a 1 de Julho; na reestruturação das tabelas salariais, a 1 de Janeiro, com um novo aumento a acrescer aos 34 euros aplicados pela administração, repondo a diferença, que havia em 2018, de cada índice para o salário mínimo nacional; e na redução dos tempos mínimos de permanência nos diferentes índices, desde o primeiro dia deste ano.
Avançar ainda mais
Apesar do importante passo dado na valorização dos trabalhadores da CP, as organizações sindicais destacam que ainda há muito a fazer e, principalmente, a debater em futuros espaços de negociação.
Assim é com a proposta da criação de mecanismos que garantam que, futuramente, não haja novos “achatamentos” salariais relativamente ao salário mínimo. À administração da CP e ao Ministério das Infra-estruturas, os sindicatos exigem, ainda, mais atractividade na progressão das carreiras profissionais e a criação de mecanismos de compensação dos trabalhadores que atinjam o topo da carreira (tomando como exemplo o que já se faz noutras empresas de transportes).




