Quinzena de luta nos hotéis
Junto de várias unidades hoteleiras, em especial de empresas filiadas na Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), que recusa negociar salários desde 2009, a quinzena de luta promovida pelo Sindicato da Hotelaria e Similares do Norte chegou anteontem, dia 29, de tarde, ao Hotel Solverde, em São Félix da Marinha (Vila Nova de Gaia). «Sim, do Grupo Violas, que paga uma avença mensal à sociedade da família do primeiro-ministro, mas que mudou de associação patronal para pagar menos e retirar regalias aos trabalhadores», comentou o sindicato da FESAHT.
De manhã, a denúncia do comportamento patronal e da AHP fora feita no acesso ao Hotel Hilton Gaia.
Esta série de protestos, iniciada no Porto, prosseguiu na Maia, em Chaves e em Braga, incluindo as principais unidades hoteleiras e também deslocações «porta-a-porta» em ruas com vários restaurantes, cafés, pastelarias e centros comerciais.
Num comunicado de imprensa, o sindicato recordou o crescimento ocorrido na hotelaria e turismo, acusando os patrões de ficarem «praticamente com todos os lucros». Alguns «roubaram direitos importantes, como é o caso do direito à alimentação em espécie, obrigando os trabalhadores a levarem marmita para o hotel».
Muitos são filiados na AHP, que recusa negociar aumentos salariais «há 16 anos consecutivos».
Sindicato e trabalhadores contestam a retirada de direitos, os horários desregulados e a precariedade e exigem salários dignos e melhores condições de trabalho, o direito à negociação da contratação colectiva e uma vida melhor.




