Comunistas levam habitação ao hemiciclo
Na sequência da elevada participação nas manifestações pelo direito à habitação (dias 28 e 29), Paula Santos proferiu, no dia 2, uma declaração política sobre o tema, considerando «irracional que, em Portugal, haja centenas de milhares de casas vazias, quando há dezenas e dezenas de milhares de famílias sem casa para morar».
A deputadalembrou que, apesar de constitucionalmente garantido, «o direito à habitação está longe de ser uma realidade para todas as famílias». Assim o é, afirmou, com o aumento dos preços das casas e dos valores das rendas, mas, também, com o amarrar de vidas inteiras ao pagamento dos créditos à habitação, enquanto a banca lucra quase mil milhões de euros (valor de 2024).
«A habitação foi transformada numa mercadoria e o direito num negócio», frisou, assinalando que «insistir nesta opção não resolverá nenhum problema».




