PCP condena exploração na Mina da Lagoa Salgada

A Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano (DORLA) do PCP reafirmou, no dia 26, a sua oposição ao projecto de exploração mineira em curso na Lagoa Salgada.

Exploração mineira deve assegurar desenvolvimento regional

Em 2022, o Governo celebrou, ao abrigo da Lei das Minas, nove contratos de prospecção e cinco de exploração mineira, entre os quais o da Mina da Lagoa Salgada, abrangendo os concelhos de Grândola e Alcácer do Sal. Desde logo o PCP manifestou o seu desacordo com o projecto, apontando como errados os critérios económicos em que assentou esta decisão política: as riquezas minerais de que dispõe o solo do Litoral Alentejano deveriam, ao invés dos interesses das multinacionais, servir o interesse nacional e o desenvolvimento regional. Posição que a DORLA agora reafirmou.

Desde então, o modelo de exploração apresentado pelo consórcio da Mina da Lagoa Salgada aprofunda um caminho de «pilhagem» dos recursos nacionais. «Está prevista a extracção da maior quantidade de minério possível no menor período temporal, tendo a vida útil prevista da mina reduzido para 11 anos, com laboração contínua», afirma a direcção regional em comunicado. Já o destino dos minérios é a «exportação, no valor estimado de 111 milhões de euros por ano, restando aos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal os resíduos», acusa ainda.

No dia 30 de Abril, recorda a DORLA, foi aprovado na CM de Grândola, por iniciativa dos eleitos da CDU, um parecer desfavorável ao projecto da mina, que contou com a abstenção do PS. No mesmo dia, foi aprovada por unanimidade, na Assembleia Municipal de Grândola, uma tomada de posição de total oposição ao mesmo projecto. Na união das freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra e na CM de Alcácer do Sal, por iniciativa da CDU, também foram aprovados e submetidos pareceres negativos relativamente a este projecto.

Esta foi a posição assumida em 2022 e a mesma aquando da votação da Lei das Minas, em 2015. Para a DORLA esta é uma questão que exige «clareza e determinação na defesa do território, sem calculismos ou subjugação a interesses que não os das populações e o da prevenção dos recursos naturais».

 



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