PCP exige cuidados de saúde na Quinta do Conde
A Comissão Concelhia de Sesimbra do PCP afirmou, no dia 17, não aceitar a decisão da Direcção Nacional Executiva do SNS em reverter o processo de contratação de mais médicos e profissionais para a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Quinta do Conde.
«O acesso a cuidados primários de saúde na Quinta do Conde é difícil» e «cerca de 15 mil utentes estão sem médico de família», reparou o organismo comunista num comunicado. Substituindo-se ao Governo para resolver este «grave bloqueio», a Câmara Municipal de Sesimbra, autarquia CDU, cedeu os lotes e, com apoio do PRR, avançou com a construção da nova USF da Quinta do Conde. Obra que deverá estar concluída ainda este ano.
Para a Unidade Local de Saúde (ULS) da Arrábida, de acordo com a concelhia comunista, a tutela previu apenas a contratação de sete médicos, quando na verdade são necessários 13, de forma a garantir a «resposta dada pela Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Quinta do Conde e pela nova USF».
O concurso para seis novos médicos de Medicina Geral e Familiar aberto pela ULS da Arrábida para suprir essa diferença, acabou por ser cancelado pela própria Direcção Nacional Executiva do SNS.
Face a este desenvolvimento, o PCP reitera que não aceita esta decisão que põe em causa o acesso à saúde no SNS, exige a imediata reversão desta notícia e, ainda, a abertura de um «Atendimento Complementar com meios de diagnóstico, em horário alargado, na freguesia».
No mesmo dia, a Comissão de Utentes de Serviços Públicos do Concelho de Sesimbra participou numa acção de protesto, junto ao centro de saúde de Vila do Conde, contra a anulação do concurso.




