Tropas israelitas matam 200 palestinianos e ferem mil em 48 horas na Faixa de Gaza

Lusa


Em apenas 48 horas, nos dias 20 e 21 deste mês, forças israelitas na Faixa de Gaza assassinaram pelo menos 202 palestinianos e feriram outros 1037, revelaram fontes médicas palestinianas. Desde 7 de Outubro de 2023 até agora, há registo de quase 56 mil mortos e de mais de 131 mil feridos, no mais recente balanço de vítimas palestinianas da agressão genocida israelita contra o povo da Palestina. A maioria destas vítimas são mulheres e crianças, o que evidencia a natureza brutal dos ocupantes.

A situação é ainda mais trágica no território devastado, já que os serviços de emergência não conseguem chegar a muitas vítimas, soterradas pelos escombros das habitações e outras infraestruturas destruídas pelos bombardeamentos. As forças ocupantes continuam a atacar as equipas das ambulâncias e da defesa civil, cometendo assim crimes de guerra ao impedir a assistência aos feridos e a recuperação dos corpos dos mortos.

Depois de bloquear a entrada de alimentos, água, medicamentos e outros bens vitais na Faixa de Gaza, Israel e os EUA criaram um «sistema de distribuição de ajuda» humanitária que, além de ineficaz e de forçar deslocamentos massivos de pessoas em busca de pão, converteu-se numa armadilha mortal. De acordo com as autoridades sanitárias de Gaza, até ao dia 17 de Junho mais de 400 civis foram assassinados pelos ocupantes israelitas desde que começou esse sistema de distribuição, em finais de Maio.

A agressão genocida de Israel continua sem mostrar sinais de parar, desafiando abertamente os apelos a um cessar-fogo imediato. Além disso, os sionistas ignoram as directivas do Tribunal Internacional de Justiça, que insta Telavive a adoptar medidas urgentes para prevenir o genocídio e a aliviar a terrível situação humanitária na Faixa de Gaza.

Apesar da condenação mundial e das sentenças das mais altas instâncias judiciais, o regime israelita, apoiado pelos EUA e pela União Europeia, mantém a sua política de extermínio do povo palestiniano.

Catástrofe humanitária

A UNRWA, agência das Nações Unidas encarregada de ajudar os palestinianos, denunciou uma vez mais a crise humanitária que atinge a Faixa de Gaza em consequência do bloqueio e dos ataques israelitas. A situação humanitária e sanitária no território costeiro está a tornar-se cada vez mais catastrófica, alertou.

A responsável denunciou o cerco aplicado por Israel, que impede a entrada de bens indispensáveis como alimentos, água, combustível e medicamentos. Como exemplo, revelou que há mais de 100 dias que não entra diesel no território, o que ameaça o trabalho dos hospitais e dos serviços de socorro. Gaza necessita urgentemente de combustível para evitar a paralisação de serviços essenciais como o das ambulâncias e a bombagem de água potável.

O Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), também ligado à ONU, alertou para «a situação absolutamente horrível» na Faixa de Gaza, em resultado do bloqueio e dos ataques israelitas. Depois de uma visita de vários dias, responsáveis do OCHA garantiram que a cidade de Gaza está à beira de uma crise de grandes proporções. Os refúgios estão abarrotados de deslocados internos e o fluxo de civis que fogem dos bombardeamentos israelitas continua a aumentar.

 



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