Arundhati Roy premiada condena genocídio em Gaza

A escritora indiana Arundhati Roy venceu o Prémio PEN Pinter 2024 e, ao recebê-lo, no dia 10, proferiu um discurso simultaneamente belo e duro contra o genocídio na Palestina, a cumplicidade do chamado “Ocidente” e as hesitações de muitos em tomar posição clara sobre o assunto.

«A raiz de toda a violência, incluindo a violência de 7 de Outubro, é a ocupação de terras palestinianas por Israel e a subjugação do povo palestiniano. A História não começou em 7 de Outubro de 2023. Pergunto-vos: qual de nós, sentado nesta sala, se submeteria de bom grado à indignidade a que os palestinianos em Gaza e na Cisjordânia têm sido sujeitos durante décadas? Que meios pacíficos o povo palestiniano não tentou? Que compromisso não aceitou – além daquele que os obriga a rastejar de joelhos e a comer poeira?», afirmou.

A escrita indiana, referindo-se à tese que coloca o início do problema a 7 de Outubro de 2023, afirmou ser aí que «se espera que eu me equivoque para me proteger a mim mesma, a minha “neutralidade”, a minha posição intelectual». Recusando-se a «jogar o jogo da condenação», afirmou claramente: «Não digo às pessoas oprimidas como devem resistir à sua opressão ou quem devem ser seus aliados.»

 

 



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