Macron recusa em França governo da Nova Frente Popular
Após ter realizado nos últimos dias consultas com as forças políticas representadas no parlamento, o presidente francês, Emmanuel Macron, recusou-se, na segunda-feira, 26, em nome de uma alegada «estabilidade institucional», a nomear à frente do governo a economista Lucie Castets, proposta pela aliança Nova Frente Popular (NFP).
O actual primeiro-ministro, Gabriel Attal, e todo o seu gabinete estão demissionários desde meados de Julho, após as derrotas das forças que apoiam Macron nas eleições para o Parlamento Europeu de Junho e nas eleições legislativas de Julho em França.
Integrada pelo Partido Socialista, a França Insubmissa, os Ecologistas e o Partido Comunista Francês, a NFP reivindica para si a formação do novo governo, já que constitui a força política que mais deputados elegeu (193), ainda que longe dos 239 exigidos para formar a maioria absoluta no parlamento.
A NFP considerou a recusa de Macron de «golpe de força antidemocrático inaceitável» e de «irresponsabilidade democrática perigosa».
Nesse quadro, o secretário nacional do Partido Comunista Francês (PCF), Fabien Roussel, apelou a «uma grande mobilização popular» nos próximos dias, para protestar contra a decisão do presidente. Alertou que Macron vai «abrir uma crise grave» em França ao rejeitar um governo da NFP, pelo que deve «assumir as consequências» dessa opção.