Anúncios não respondem aos problemas dos portugueses
Na quarta-feira, Manuel Rodrigues, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, reagiu, em declarações à imprensa, à mais recente intervenção do primeiro-ministro.
Não se encontram respostas concretas na intervenção do primeiro-ministro
Anúncios do primeiro-ministro não dão resposta à grande exigência que é o aumento geral dos salários
«Se alguém tinha ilusões relativamente à política desenvolvida pelo Governo», destacou o dirigente comunista, «fica completamente desenganado». E frisou: «a situação dos portugueses exige respostas aos problemas concretos, e respostas imediatas».
«São exactamente estas respostas concretas que nós não encontramos na intervenção», afirmou, lembrando que Luís Montenegro «falou várias vezes na transformação estratégica e estrutural de Portugal», que existe, «mas é para o grande capital».
«Depois não se venha dizer que não há dinheiro. Há dinheiro, está é mal distribuído, e é necessário que seja investido», disse, em «serviços públicos, habitação, creche gratuita, salários, dinamização da economia, defesa da produção nacional».
Respostas imediatas
Na intervenção «não encontrámos uma resposta global para o problema que afecta milhões de portugueses, que é a necessidade do aumento geral dos salários», vincou. Nesta senda, o dirigente recordou que só com esta medida se consegue «animar o próprio mercado interno».
Já no SNS, explicitou, é necessário dar resposta às reivindicações dos profissionais, aumentando significativamente as suas remunerações, valorizando as suas carreiras e encontrando formas de fixar e trazer muitos médicos atraídos para o sector privado.
O dirigente comunista sublinhou, ainda, a necessidade do aumento extraordinário das reformas e pensões em 7,5 por cento, no mínimo de 70 euros, bem como de responder ao problema da habitação, numa altura, lembrou, em que somos «confrontados com situações em que estudantes estão em risco de abandonar o Ensino Superior, porque um dos grandes custos é o da habitação».