Garantir o direito à habitação
PSD, PS, Chega, Il e CDS rejeitaram o projecto de lei do PCP que visava, entre outras medidas, travar os aumentos de rendas nos novos contratos e nos em vigor e abrir a renegociação dos créditos à habitação, pondo os lucros da banca a pagar a subida brutal dos juros.
A votação ocorreu, dia 8, no final de um debate suscitado pela IL em torno da política de habitação. Na ocasião, o deputado António Filipe acusou a IL - que também levou propostas a plenário, todas rejeitadas - de endeusar o mercado e de com as suas iniciativas promover a especulação imobiliária e a mercantilização da habitação. Críticas que o parlamentar comunista tornou extensivas ao PSD e CDS e ao Chega (que acabaram por ver também os seus diplomas chumbados), realçando o facto de todos eles encararem a habitação «não como um direito mas como mais uma oportunidade de negócio para a obtenção de chorudos lucros pelos fundos imobiliários e pela banca».
Em comunicado, a Associação dos Inquilinos Lisbonenses reagiu às propostas dos partidos da direita repudiando o seu «pendor ultraliberal» e advertindo que representariam mais um «ataque ao Estado Social».