Aumento nas telecomunicações e correios mostram urgência de alteração de rumo

Os au­mentos de preços na te­le­co­mu­ni­ca­ções e cor­reios ocorrem quando as em­presas apre­sentam cres­ci­mento dos lu­cros, a ANACOM as­si­nala que Por­tugal tinha já dos preços mais altos das te­le­co­mu­ni­ca­ções na Eu­ropa e os tra­ba­lha­dores ti­veram au­mentos sa­la­riais aquém das ne­ces­si­dades, de­nuncia o PCP.

PSD, CDS, Chega e IL con­vergem com o PS na de­fesa dos ac­ci­o­nistas

Em co­mu­ni­cado di­vul­gado no dia em que en­traram em vigor os au­mentos em «ser­viços pú­blicos es­sen­ciais que estão li­be­ra­li­zados», 1 de Fe­ve­reiro, o Par­tido con­si­dera o cres­ci­mento do preço nas te­le­co­mu­ni­ca­ções (4,6%, de­pois de 7,8% em 2023) e nos Cor­reios (9,5%, de­pois de 6,6% em 2023), são «ina­cei­tá­veis» e «só jus­ti­fi­cados pela ne­ces­si­dade in­ces­sante de au­mentar os lu­cros, ou seja, de au­mentar as rendas da­queles que vivem da apli­cação de ca­pital».

Lusa

Aliás «a nor­ma­li­zação que pro­curam fazer destes au­mentos, no­me­a­da­mente os eco­no­mistas e co­men­ta­dores ao ser­viço dos in­te­resses dos grupos eco­nó­micos e das mul­ti­na­ci­o­nais, só mostra o quão pro­fundo é o do­mínio do poder eco­nó­mico», nota ainda o PCP, que re­gista que «nos CTT, os lu­cros au­men­taram 25,5% nos pri­meiros 9 meses de 2023; na NOS au­men­taram 6,4% no mesmo pe­ríodo, e na Vo­da­fone e Al­tice, que não anun­ci­aram os re­sul­tados lí­quidos dos pri­meiros 9 meses, anun­ci­aram au­mentos sig­ni­fi­ca­tivos na re­ceita ge­rada no pe­ríodo».

Os co­mu­nistas por­tu­gueses re­cordam, por outro lado, que «a pró­pria ANACOM andou anos a de­mons­trar que Por­tugal tinha dos preços mais altos das te­le­co­mu­ni­ca­ções na Eu­ropa, sem que o Go­verno ti­vesse to­mado qual­quer outra me­dida que não fosse a subs­ti­tuição – assim que foi pos­sível – do Pre­si­dente da ANACOM». E su­bli­nham, igual­mente, que «qual­quer destes au­mentos ocorre em em­presas onde os seus tra­ba­lha­dores ti­veram au­mentos sa­la­riais aquém das suas ne­ces­si­dades e das pos­si­bi­li­dades que existem nestas em­presas».

 

Mudar de ver­dade

«O PCP de­nuncia ainda que o au­mento de preços nos CTT ocorre no quadro de um acordo se­creto re­a­li­zado entre o Go­verno PS e a ad­mi­nis­tração dos CTT, que im­plicou a re­visão da Lei Postal e as al­te­ra­ções ao con­trato de con­cessão, e que se ma­te­ri­a­lizou, em Junho de 2023, num acordo que per­mite aos CTT au­men­tarem 30% o preço dos ser­viços pos­tais em 3 anos. Re­a­li­dade sobre a qual PSD, CDS, Chega e IL con­ver­giram, uma vez mais, na de­fesa dos in­te­resses dos ac­ci­o­nistas desta em­presa es­tra­té­gica.

«Tudo isto num País, como o PCP tem rei­vin­di­cado, pro­posto e de­mons­trado, onde se en­con­tram reu­nidas as con­di­ções para o de­sen­vol­vi­mento de um ser­viço pú­blico postal e de te­le­co­mu­ni­ca­ções uni­versal e ten­den­ci­al­mente gra­tuito», acres­centa-se.

Por isso, o Par­tido «alerta o povo por­tu­guês para a ne­ces­si­dade de al­terar o ac­tual rumo na­ci­onal, de romper com a sub­missão do poder po­lí­tico ao poder eco­nó­mico, de re­forçar, de todas as formas, a luta contra o au­mento da ex­plo­ração e das de­si­gual­dades, de dar mais força ao PCP e à CDU nas pró­ximas elei­ções de 10 de Março».




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