Semana de 35 horas sem redução de salário
Semana de trabalho de 35 horas para todos sem redução dos salários: é esta exigência «fundamental e urgente» que o PCP destaca num boletim dirigido aos trabalhadores informáticos do distrito de Lisboa.
O aumento da produtividade não resultou na redução da jornada de trabalho
O documento, denominado inforMarxticos, explica a justeza desta medida e as vantagens que traria, para os trabalhadores mas também para o próprio País.
Lembra, por exemplo, que «o avanço da ciência e da tecnologia trouxe um aumento da produtividade através da automação de diversas actividades, principalmente em funções directamente ligadas ao mundo tecnológico». Nas últimas décadas, acelerou-se o ritmo de novas descobertas e inovações e a produtividade disparou.
Mas apesar das potencialidades, notam os comunistas, «temos cada vez mais casos (…) de problemas de saúde ligados directamente ao excesso de trabalho, de tempo dedicado a tarefas que nos exigem demais e, muitas vezes, com pressão psicológica constante»: o síndrome de Burnout, denunciam, é hoje cada vez mais comum.
A tudo isto acresce o crescente tempo que se gasta nas deslocações casa-trabalho, em resultado do constante afastamento das populações dos grandes centros urbanos – uma das consequências mais visíveis da especulação imobiliária e do aumento brutal de rendas e prestações bancárias. «Isto quer dizer que há cada vez menos tempo ainda para as nossas famílias, amigos, lazer, cultura e ao tão merecido descanso», salienta-se ainda no boletim.
Para o PCP, esta realidade altera-se com a luta pela redução dos horário de trabalho (sem perda salarial) para todos os trabalhadores, «que só têm a ganhar com esta medida». Quanto às vantagens, são múltiplas: aumento da qualidade de vida e da saúde, permitindo que seja dedicado mais tempo ao lazer, actividade física, cultura e descanso; enriquecimento da vida familiar e afectiva; criação de emprego; impulso à área da cultura, pois com mais tempo livre a procura pelas actividades culturais tenderá a aumentar.