CDU apresenta manifesto de ruptura

O manifesto/programa eleitoral da CDU às Eleições Regionais da Madeira é de ruptura com os «fabricadores de desigualdades sociais e territoriais» que estão há décadas nos governos Regional e da República.

No encerramento de uma sessão pública realizada na segunda-feira, Edgar Silva, primeiro candidato da lista da CDU às eleições de 24 de Setembro, sublinhou que o programa eleitoral desta força política «contrapõe-se aos fazedores de desigualdades e injustiças sociais» que estão nos governos Regional e da República (PS e PSD). «Esta é a via que demonstra como é possível colocar a Autonomia ao serviço dos trabalhadores e do povo», assegurou.

Neste sentido, a CDU tem como «objectivo político» recuperar o grupo parlamentar na Assembleia Legislativa, com «mais votos» e «mais eleitos», para contrariar os dados estáticos que apontam para o aumento de risco de pobreza, da precariedade laboral e da desigualdade nos rendimentos.

Por sua vez, Ricardo Lume, também candidato, falou da articulação entre o trabalho de ligação entre os problemas concretos dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho, assim como de ligação às reivindicações das populações, e a vasta iniciativa parlamentar concretizada pela CDU.

Intervieram também Sílvia Vasconcelos, mandatária regional da CDU, que destacou os princípios e valores que identificam e distinguem esta candidatura como um projecto alternativo para o futuro do desenvolvimento regional. O escultor Francisco Simões preside à lista de apoiantes da CDU na Região Autónoma da Madeira.

 

«Trafulhices políticas» na Região

«É tempo de acabar com a fábrica das mentiras», afirmou no domingo Herlanda Amado, candidata da CDU às Eleições Regionais da Madeira, numa acção de contacto com os moradores do Lombo da Quinta, na freguesia de São Gonçalo.

«A falta de respeito pelas populações que aqui residem é inadmissível e a inércia dos governantes para resolver problemas tão antigos, como a concretização de acessos, contribui para o aumento das desigualdades e a falta de humanização em localidades como esta», salientou no local.

No dia anterior, a candidata acusou o Governo Regional e a Câmara do Funchal de estarem a realizar «uma das maiores trafulhices políticas» no que se refere ao uso do solo na Praia Formosa. Em causa está o adiamento, uma vez mais, do Programa para a Orla Costeira (POC), de forma a poderem ter «as mãos livres para licenciar tudo o que lhes seja possível» naquela área.

Outra das mentiras prende-se com as listas de espera para cirurgias e consultas. Na sexta-feira, frente ao Hospital Nélio Mendonça, Ricardo Lume, candidato e deputado no Parlamento Regional, informou que, lamentavelmente, o número de actos médicos em lista de espera é superior ao existente em 2015, quando Miguel Albuquerque assumiu a presidência do Governo Regional.

 



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