Drama dos refugiados não pára de crescer
«Apesar das proclamações, o número de refugiados não tem diminuído e em muitos casos a sua situação até se agravou», lamenta o PCP, que através dos seus deputados no Parlamento Europeu realça que «as políticas migratórias da União Europeia de cariz neocolonial, de apropriação e exploração de recursos, de ingerência, desestabilização e guerra contra países soberanos», têm contribuído para acentuar o problema.
A propósito do Dia Mundial dos Refugiados, que se assinalou terça-feira, 20, também o Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), manifestou «a sua solidariedade com os refugiados do mundo inteiro (...) e em especial com os refugiados palestinos, a maior e mais antiga comunidade de refugiados no mundo».
Já o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) recorda que, «segundo dados da ONU, no final do ano de 2022, o número de pessoas deslocadas forçosamente como consequência das guerras, violência, perseguições e violações de direitos humanos atingiu os 108,4 milhões, um aumento de 19,1 milhões em relação a 2021 e o maior aumento já registado».
No Mediterrâneo, onde ainda na semana passada naufragou mais uma embarcação com centenas de migrantes de vários países, provocando um número de vítimas mortais ainda por contabilizar, «no primeiro trimestre de 2023 registavam-se 27 mil travessias», um «aumento de 305% face a 2022», frisa igualmente o CPPC, para quem «é urgente canalizar as verbas utilizadas na corrida aos armamentos, no militarismo e na guerra para a promoção de políticas de ajuda ao desenvolvimento desses países, pela paz».