Plataformas recusamaeroporto na Portela e defendem solução a Alcochete
A Plataforma Aeroporto Fora Lisboa Melhora assistiu, na passada quinta-feira, à conferência de imprensa da Comissão Técnica Independente que está a estudar a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa.
Às cinco hipóteses apontadas pelo Governo – Portela + Montijo, Montijo + Portela, Campo de Tiro de Alcochete, Portela + Santarém e Santarém – juntam-se Portela + Campo de Tiro de Alcochete, Pegões, Portela + Pegões, Rio Frio + Poceirão, sendo que algumas delas serão transitórias.
«Não estamos de acordo em que sejam consideradas opções que incluam a Portela, porque este aeroporto é parte do problema e não parte da solução», afirma a Plataforma, em nota de 28 de Abril, onde informa – com base num relatório – que o Aeroporto Humberto Delgado «afecta mais de meio milhão de pessoas com níveis de ruído excessivo».
Simultaneamente, «preocupa-nos também a possibilidade da existência de um regime transitório para o Aeroporto Humberto Delgado que se torne permanente, tendo em conta a projecção feita para o aumento das movimentações na Portela e as obras que continuam a ser feitas para o tornar viável nos próximos tempos». «Não concordamos com esta possibilidade porque prolonga e aumenta os impactos negativos acima dos níveis actuais, já insustentáveis», acrescenta a Plataforma.
Solução
Sobre a localização do novo Aeroporto de Lisboa, a Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não voltou a defender a solução Alcochete, que, na sua opinião técnica, «constituiria a «fase zero» (fase de transição), no quadro de uma solução faseada, progressiva e adaptada à evolução da procura e do transporte aéreo, particularmente em Portugal».
Para esta Plataforma, a localização do aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete é aquela que «dispõe das melhores condições para responder às necessidades estratégicas da Região de Lisboa e do País», uma vez que «os terrenos são públicos, logo sem necessidade de expropriações; está, à luz das actuais acessibilidades, a 41 quilómetros do centro de Lisboa; dispõe dos terrenos suficientes para chegar até quatro pistas; tem uma Declaração de Impacto Ambiental que pode facilmente ser recuperada, pois caducou por mera inércia e falta de vontade da concessionária, em 9 de Dezembro de 2020; tem projectos de execução e análise financeira muito avançada».