Assinala-se no Iémen oito anos de resistência
Realizaram-se grandes manifestações populares, no dia 26 de Março, em diversas zonas do Iémen, para assinalar o oitavo aniversário da resistência contra a guerra levada a cabo pela Arábia Saudita, apoiada pelos EUA e aliados.
Os EUA, Reino Unido e França têm apoiado a Arábia Saudita na guerra contra o Iémen
Os protestos massivos decorreram em cidades governadas pelo movimento Ansarulá, dos houthis, onde os manifestantes exigiram o fim da agressão militar da coligação liderada por Riad, com o apoio de Washington, e do cerco brutal ao Iémen. Empunhavam cartazes e gritavam consignas contra as políticas dos EUA, denunciando a agressão saudita e prometendo continuar a sua resistência.
Segundo o sítio web libanês Al Manar, as manifestações tiveram lugar após os líderes do movimento de resistência terem apelado a protestos massivos para comemorar o Dia Nacional de Resistência. Além de Sanaa, houve acções massivas semelhantes nas províncias de Taiz, Hayyah, Al-Yauf, Ibb y Al-Baida.
Entretanto, Mohammed Ali al-Huzí, membro do Conselho Político Supremo do Iémen, realçou que «o caminho está aberto» para a coligação encabeçada pela Arábia Saudita abandonar o Iémen. Afirmou que a resistência popular nunca estabeleceu condições que tornem impossível a paz e que o movimento dos houthis quer «uma paz real, não apenas espectáculo ou propaganda». O responsável acrescentou que todos sabem que a principal causa da agressão ao Iémen são os EUA e que o único caminho para a paz é o levantamento do bloqueio ao Iémen e a saída dos agressores do país.
A Arábia Saudita, em colaboração com aliados árabes e com o apoio logístico e em armamento dos EUA, Reino Unido, França e outros Estados «ocidentais», lançou em 2015 uma guerra devastadora contra o Iémen.
O objectivo foi esmagar o movimento dos houthis e reinstalar o regime amigo de Riad do ex-presidente Abed Rabbu Mansur Hadi. Embora a coligação liderada pela Arábia Saudita não tenha logrado nenhum dos seus objectivos, a guerra provocou a morte de centenas de milhares de iemenitas e gerou uma das piores crises humanitárias no mundo, com milhões de pessoas à beira da fome.