Morreu António Cartaxo

António Cartaxo, figura ímpar da rádio nacional e internacional, morreu no dia 5, aos 88 anos.

O radialista português, que nasceu na Amadora em 1934, dedicou grande parte da sua vida profissional a divulgar música clássica através da rádio e em diferentes géneros. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e ingressou, em 1963, no serviço português da BBC, em Londres, onde permaneceu 15 anos. Lá toma gosto particular por passar notícias sobre a situação que se vivia em Portugal sob a ditadura fascista. Foi afastado dessa mesma emissora, já após o 25 de Abril de 1974, juntamente com Jorge Peixoto, acusados de apresentarem uma visão de esquerda.

De regresso a Portugal, António Cartaxo entra, em 1976, na rádio pública portuguesa onde trabalhou 40 anos e onde ficou conhecido pelo trabalho relevante desenvolvido na defesa e promoção da música erudita. Assinou programas como «Em sintonia», «De olhos bem abertos», «Histórias da música… e outras», entre outros.

Homem de cultura, com uma actividade multifacetada, leccionou na Faculdade de Letras de Lisboa, foi leitor de português na Universidade de Varsóvia e dedicou-se a um outro largo número de projectos. Ao longo da sua carreira arrecadou distinções como o Prémio Igrejas Caeiro de Rádio, o Prémio Ondas de Rádio, em Barcelona, o Prémio Gazeta de Jornalismo, o Prémio António Alçada Baptista, entre outros.

António Cartaxo fez parte ainda da fundação da rádio local Telefonia de Lisboa, um projecto de comunicação social progressista do final da década de 1980, dirigido por Ruben de Carvalho, onde a partir de final de 1986 Cartaxo produziu um programa inovador sobre música sinfónica. Nele, de uma forma didáctica, inteligente e divertida, explicava a movimentos sociais e políticos, a relação das lutas populares e revolucionárias com várias composições musicais, a influência da música tradicional e popular na chamada música clássica e a interacção das biografias pessoais dos compositores com os protagonistas do poder económico e político das suas épocas.

Em nota, o PCP manifestou o seu pesar pela morte de António Cartaxo, relembrou o legado por ele deixado e o seu percurso como antifascista e democrata.

 

António M. Pires Cabral vence prémio literário

António Manuel Pires Cabral foi o vencedor da edição de 2022 do Concurso Literário da FENPROF/SABSEG. O Prémio Literário António Gedeão foi atribuída à obra Caderneta de lembranças numa sessão realizada no dia 5 em que o autor participou à distância.

O júri, presidido por Paulo Sucena e composto por Paula Mendes Godinho e José Manuel Mendes, escolheu Pires Cabral de forma unânime no que foi uma decisão «difícil» devido à qualidade das restantes participações.

Professor licenciado em Filologia Germânica, com 81 anos e natural de Trás-os-Montes, Pires Cabral junta-se à lista de vencedores deste prémio, entre os quais estão António Carlos Cortez (2020), Daniel Jonas (2018), Nuno Júdice (2016), Manuel Gusmão (2014) e Ana Luísa Amaral (2012).

O Prémio de Poesia António Gedeão alterna, anualmente, com o Prémio Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues.

 

Carlos Alberto Moniz recebe Prémio Osório

O disco Por Esse Mar Abaixo que assinala uma carreira de 51 anos, granjeou ao músico Carlos Alberto Moniz o Prémio Pedro Osório 2022. O anúncio foi feito pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), entidade promotora do galardão, no dia 10.

Carlos Alberto Moniz, 74 anos, é natural de Angra do Heroísmo e estreou-se como cantor, em 1969, no programa televisivo Zip-zip. Entre vários singles e álbuns, editou mais de 40 discos e fez parte da direcção da SPA entre 1983 e 1991 e entre 2001 e 2003. Presidiu à assembleia geral do Sindicato Nacional dos Músicos entre 2000 e 2004.

O prémio será entregue na sede da SPA em data a anunciar.

 

Invernos europeus mais quentes

Segundo o Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas do programa europeu Copernicus, a par dos Verões, os Invernos estão a ficar mais quentes na Europa. Os dados climáticos de 2022, revelados no dia 10, mostram que o ano passado foi o segundo ano mais quente na Europa, depois de 2020, com todo o continente, à excepção da Islândia, a registar temperaturas acima da média para o período de referência de 1991-2020.

Este Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas é um dos seis serviços de informação temáticos do programa de Observação da Terra da União Europeia, o Copernicus.



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