Luta na FCC Environment Portugal

Os trabalhadores da FCC Environment Portugal realizaram uma greve de três dias – 26, 27 e 28 de Dezembro – ao trabalho normal e suplementar, em que reivindicaram, entre outras questões, o aumento dos salários, a actualização do salário mínimo na empresa para 850 euros e do subsídio de refeição para nove euros por dia.

A fixação do período de trabalho em sete horas diárias, 35 horas semanais e 25 dias de férias e a atribuição e regulamentação de um Subsídio de Penosidade, Insalubridade e Risco também estão entre as exigências.

Segundo o Sindicato da Administração Local (STAL), a empresa continua a alegar «circunstâncias de défice financeiro não ultrapassadas» para não corresponderem a nenhuma das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

O STAL e os trabalhadores exigem um esforço empenhado da administração na resolução dos problemas há muito enunciados e respeito pela sua dedicação e profissionalismo na prestação de um serviço de qualidade e essencial às populações.

A estrutura sindical acrescenta ainda que, no quadro das dificuldades destes trabalhadores, para além da responsabilidade directa da entidade patronal, existe ainda a «responsabilidade moral» que pertence aos municípios de Marco de Canaveses, Lousada, Torre de Moncorvo e Vila Real, por terem concessionado este serviço público a uma empresa.

No dia 27, os trabalhadores concentraram-se junto à Câmara Municipal de Marco de Canaveses reclamando da autarquia uma intervenção em favor das suas reivindicações. No local receberam o apoio do PCP, que ali esteve representado por Jaime Toga, membro da Comissão Política e responsável pela Organização Regional do Porto.

A FCC Environment Portugal lida com a recolha e gestão de resíduos.

 



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