O imenso legado de António da Cunha Telles

O produtor, realizador e distribuidor António da Cunha Telles, referência fundamental do Cinema Novo português nos anos de 1960, faleceu no dia 23 aos 87 anos.

Nascido no Funchal, deixa uma obra de relevo na cinematografia portuguesa onde se destacam títulos como «O Cerco» (1970), «Meus Amigos» (1974) e «Continuar a Viver» (1976). Na produção de filmes nesse período de emergência do cinema moderno o seu nome surge em «Os Verdes Anos» (1963), de Paulo Rocha, e «Belarmino» (1964), de Fernando Lopes. A partir dos anos 1980, assina dezenas de produções de cinema.

Distinguiu-se ainda como distribuidor tendo fundado a famosa Animatógrafo, considerada uma revolução no tipo de cinema visto no País.

Em nota de imprensa onde manifesta o seu pesar pela morte de António da Cunha Telles, o ABC Cine-Clube recorda-o como o «impulsionador revolucionário do Cinema Novo português».



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