Protesto denuncia descargas ilegais na Mourisca
O presidente da Câmara de Setúbal, André Martins, exigiu a tomada de medidas urgentes pela Administração Central que acabem com as descargas ilegais na Vala de Brejos de Canes e no Estuário do Sado, na zona da Mourisca.
«Isto é um crime ambiental que está identificado»
«Isto é um crime ambiental que está identificado. Sabe-se quem faz as descargas, mas as entidades competentes ainda não tomaram as medidas que há muito deveriam ter tomado para acabar com a situação», afirmou na segunda-feira, 12, André Martins, numa acção de protesto promovida pela Junta de Freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, junto do local onde desagua a Vala de Brejos de Canes.
O município tomou conhecimento da situação no final de Maio e «desde logo iniciou uma vasta troca de correspondência» com a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, entidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que tem a responsabilidade de intervir no domínio dos recursos hídricos.
De acordo com o autarca, a APA «identificou o condomínio do Centro Empresarial Sado Internacional como responsável pelas descargas daquilo que as análises revelaram ser produtos químicos» resultantes da actividade das empresas que ali laboram.
Estes produtos, que poluem a linha de água e emanam cheiros nauseabundos, são despejados na Vala de Brejos de Canes, que desagua na Mourisca, e acabam por entrar no Sado, «afectando quer o conforto e saúde das populações que aqui residem, quer o estuário, que é uma zona ambientalmente protegida», acrescentou André Martins.